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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Salvação

Totalmente de Graça!


Há infinitas promoções nos jornais e na TV do tipo:
Compre um carro e ganhe um tanque cheio totalmente grátis!
Compre um computador e ganhe um pen-drive totalmente de graça!
Compre cinco sacos de ração e leve o sexto totalmente de graça!

A única verdade inquestionável dessas promoções é que a palavra graça perdeu totalmente seu sentido original. Não há dúvida também que a gratuidade propagada nessas divulgações do marketing de vendas é total e gratuitamente mentirosa já que, para ganhar, precisamos dar algo antes ainda que uma simples moeda e um cadastro de dados.

O mais curioso é que pessoas são seduzidas a tais compras crendo que há de fato uma grande vantagem na gratuidade anunciada. Como regra, ninguém questiona se o produto adquirido está sendo levado totalmente de graça, dando a entender que o comerciante é idôneo e realmente deu algo que lhe custou caro sem cobrar absolutamente nada.

Entretanto, a graça maior e verdadeira, como precisa ser entendida pelos homens, foi praticada por Deus há dois mil anos e poucos se dão conta da grandiosidade disso. Ninguém nesse mundo foi ou é capaz de mensurar a gigantesca diferença entre o que se conhece como conceito de graça, conforme adotado nas relações comerciais, e o favor imerecido que todos recebemos de Deus. O que Deus fez ultrapassa qualquer idéia de gentileza ou liberalidade que se conhece nas relações humanas ou comerciais.

Quantos seriam capazes de entregar seu único filho por amor, para pagar o altíssimo preço de redenção da humanidade inteira da escravidão e condenação do pecado? Como podemos imaginar a grandeza desse ato e que tal livramento representa a quebra de todos os grilhões, cadeias e laços de condenação do pecado, conseqüências às quais estávamos todos irremediavelmente sujeitos?
Quantos se lembram da graça divina e a ela dão a mesma importância que o Rei Davi deu quando escreveu “No tocante a mim, confio na tua graça, o meu coração se regozija na tua salvação?”

No tocante a você, que talvez esteja entre os que se regozijam na alegada gratuidade das promoções deste mundo, já parou para pensar que cada gota de sangue que Jesus derramou tem força suficiente para remir toda a Terra, e isso te inclui gratuitamente? Ou seja, embora o que foi pago não seja preço de banana, você não precisou fazer absolutamente nada por isso.

A grande dificuldade que muitas pessoas alegam ter quanto ao que Deus representa para elas é que acham que precisam fazer alguma coisa, mudar de conduta ou pagar um preço para ter direito à comunhão com Ele, afinal Ele é santo e não permitiria que nos aproximássemos com nossas sujidades.

De fato, só Ele é santo e nós, por nós mesmos, jamais alcançaríamos os favores do Deus que é amor, porque Ele também é o Deus da justiça. Se nossas iniqüidades fazem separação entre Deus e nós, era preciso criar um caminho de escape para nos achegarmos a Ele, e esse caminho só podia ser de graça, porque o Deus incorruptível não aceita barganhas ou peitas.
Se Deus aceitasse indulgências seria mentiroso e elitista. Por isso, só porque Ele é assim, é que podemos entender um fragmento da grandiosidade de sua inaudita graça, dada de uma vez só e de uma vez por todas.
O apóstolo Paulo ensina exatamente isso quando diz que é pela graça que somos salvos, por meio da fé. E Paulo continua ensinando que essa graça não vem das nossas obras, para que ninguém se glorie, antes é um dom de Deus. Nesse texto da carta escrita pelo apóstolo aos Efésios a palavra dom significa exatamente um presente gratuito, não apenas um brindezinho de bazar. Eu não preciso pagar ou comprar nada, até porque o preço desse dom – que é total e verdadeiramente gratuito - não pode ser pago em dinheiro. O preço foi de sangue porque a paga pelo pecado deve ser a morte, a imolação de um cordeiro sem defeito, exatamente como Jesus, que não foi morto, mas se deu para morrer em nosso lugar. Fosse Ele morto pelos homens a paga não seria aceita porque não haveria entrega espontânea. Ele mesmo foi que se entregou, abriu mão de suas vontades e direitos como justo que era. O justo precisava pagar o preço sofrendo o preço da nossa injustiça. Na cruz cada um de nós foi justiçado ou justificado de seu pecado, mas nenhuma paga nos foi exigida, porque nenhum de nós seria capaz de sofrê-la.

Esse dom gratuito é o novo e vivo caminho que nos aproxima de Deus. Nenhum outro caminho tem essa força pagante ou capacidade apagante da multidão de nossos pecados, alguns dos quais nem percebemos, porque muitos de nós nem se acham tão pecadores.

O maior problema, contudo, é que o homem, por vezes, pensa que pode confiar na sua própria força remidora, ou que por outros meios ou intercessores poderia vencer as barreiras mortais do pecado. Esse é o maior engano que cega as pessoas. A Bíblia é categórica nessa questão quando Paulo afirma, em sua primeira carta a Timóteo, que “só há um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”, o qual veio ao mundo não na condição de Deus, identidade da qual se desvestiu, para vencer a morte como homem, ou seja, para fazer exatamente o papel que ao homem cabia. Agiu, então, sem se valer da sua prerrogativa divina e se deu como homem para, gratuitamente, pagar o altíssimo preço da condenação que o homem deveria receber.

Isso, verdadeiramente, é de graça, o resto é promoção barata, que, como um produto pirata, engana a muitos que acham ter recebido algo caro e imerecido por um caminho alternativo que nada tem de gratuito ou de bom.

Aproveite a verdadeira graça, mas lembre-se, a graça de Deus, por meio de Jesus, não se confunde com qualquer outra idéia de graça, porque o preço pago, infinitamente maior que uma TV, computador ou outro bem desse mundo, é capaz de lhe oferecer VIDA ABUNDANTE e ETERNA, e não um brinde sem valor. E o que é melhor, é de graça mesmo ! TOTALMENTE...

Fonte: Escola de Discípulos
Copiado do Blog : Seguimos a Jesus

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