terça-feira, 19 de novembro de 2013

Como é a igreja evangélica do novo milênio? Neste novo milênio, que teve início em 2001, a situação da igreja evangélica brasileira tem sido considerada a melhor de sua história. Com a garantia constitucional de liberdade de culto, os cristãos, não mais vistos como fanáticos, se expressam livremente e conquistam espaços importantes. Esse progresso causa inveja às religiões instaladas no País, e alguns líderes mais entusiásticos proclamam: “Ainda no início deste milênio, o Brasil será predominantemente evangélico”. Conquanto seja um privilégio viver em um país repleto de cristãos, poucos líderes, em meio à euforia, percebem o número crescente de evangélicos que constam das estatísticas, mas nunca viveram um cristianismo genuinamente bíblico. Hoje, ser cristão, para muitos, é ter privilégios e direitos; é ser senhor, e não servo; é encarar a obediência como uma virtude descartável. Os avanços da tecnologia trouxeram benefícios à igreja hodierna. Em contrapartida, algumas inovações estão se instalando em nosso meio, merecendo uma análise cuidadosa. Tenho pensado na situação de nossas igrejas deste início de milênio, uma vez que, com o progresso numérico, cresce também o número de evangélicos apenas nominais. É claro que há exceções, mas quais são as características da igreja do novo milênio? 1) Uma igreja voltada só para o jovem Bem, antes que alguém comece a verberar contra este articulista, esclareço que não sou contra a juventude. Primeiro, porque ainda me considero jovem, com os meus 37 aninhos... Segundo, já escrevi um livro para adolescentes, Adolescentes S/A, e outro para jovens, Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer, ambos editados pela CPAD. Na década de 1960, o roqueiro Pete Townshend disse: “Espero morrer antes de ficar velho”. Lamentavelmente, esse sentimento parece estar renascendo no meio evangélico. Sabemos que é necessário atrair os jovens e adolescentes para o caminho do Senhor. Mas, e os velhos? Eles também são almas preciosas para Deus. Um jovem cristão declarou a um jornal: “Era frustrante fazer som na praça e ver pessoas parando que não eram da minha idade. Eu queria que parasse o roqueiro, o cara cabeludo, um cara como eu. Só que ele não parava”. Ora, o Evangelho deve ser pregado a todos, pois não podemos fazer acepção de pessoas (Tg 2.1,9). Ademais, os jovens não podem se esquecer de que, no futuro, eles serão idosos (Ec 12.1). 2) Uma igreja revolucionária Hoje em dia, a palavra “revolução” faz muito sucesso. Músicas do tipo “revolução está no nome de Deus” são cantadas pela juventude. Revolução, no entanto, denota, antes de tudo, sublevação, revolta e insubmissão. Sempre associada a lutas ou guerras (cf. Lc 21.9, ARA), consiste em mudança rápida e radical. Como a conversão é uma mudança gradual, progressiva (1 Pe 2.1,2; 2 Co 3.18), o uso da palavra “revolução” no meio cristão se torna impróprio. Há mais de dez anos, fiquei preocupado com a seguinte notícia: “Está surgindo no país uma versão moderna, mais liberal e classe média do crente tradicional (...); esse novo evangélico é da pesada (...); prefere louvar a Deus em ritmo de rock ou jazz (...). De jeans e camiseta, seus pastores comandam shows de rock religioso ao estilo Chacrinha...” (Veja, 21/4/93). Infelizmente, o modelo revolucionário deste novo milênio (que imita padrões mundanos) incorporou-se de tal modo a tantas igrejas tradicionais, que muitos me considerarão um extraterrestre por ainda me preocupar com isso. Mas não vejo mesmo apoio para esse modelo nas páginas sagradas (cf. Gl 5.22; Mt 5.1-11). 3) Uma igreja “contextualizada” Muitos líderes têm pregado que devemos nos contextualizar. “O mundo mudou”, dizem. “Devemos adaptar a mensagem do Evangelho à presente realidade. Temos de ser parecidos com as pessoas do mundo, se quisermos alcançá-las para Cristo”. Este argumento é baseado na interpretação forçada de 1 Coríntios 9.22, um vez que, para evoluir em algumas áreas, não precisamos gerar “aberturas” doutrinárias (Mt 7.13,14). Na verdade, quanto mais os cristãos se igualarem aos incrédulos, tanto mais será difícil a evangelização. Não havendo identidade, o crente se torna imperceptível (Mt 5.13-16; Fp 2.5), passando de influente para influenciado. Comunicar o Evangelho da forma como as pessoas desejam ouvi-lo não resultará em nada. Mas transmiti-lo da maneira como elas precisam ouvi-lo as levará à compunção (At 2.37,38). 4) Uma igreja formada por fãs Seguir a Jesus não é só deter o nome de cristão (Lc 9.23). Ser cristão é ser um praticante dos ensinamentos de Cristo. Achá-lo “o maior barato”, pôr adesivos no vidro do carro do tipo “Propriedade Exclusiva do Senhor Jesus” ou usar camisetas com mensagens que trazem o seu nome, sem, no entanto, praticar integralmente os seus ensinamentos, é apenas ser um fã. Aliás, o nome de Jesus se tornou um grande negócio e vem sendo banalizado (cf. Êx 20.7), aparecendo em anéis, presilhas, prendedores de gravata, bonés, chaveiros, etc. Quando Jesus chamou seus discípulos, disse: “Segue-me” (Mt 8.22; Lc 5.27; 9.59; Jo 1.43), pois Ele não queria ter fãs. Mesmo assim, muitos o seguiam por admiração ou interesse. Sabiam que ele podia transformar água em vinho (Jo 2.1-12), fazer paralíticos andar (Jo 5.1-15) e multiplicar pães (Jo 6.1-15). Mas, depois de ouvirem o seu “duro discurso”, descobriram o que significava segui-lo e o abandonaram (Jo 6.22-71). E você, é apenas um fã de Jesus? Ou tem andado como Ele andou (1 Jo 2.6)? 5) Uma igreja conformada com o mundo O porte modesto (1 Tm 2.9) está dando lugar a cabelos eriçados, cabeças rapadas, colares, lenços amarrados na cabeça, camisetas com a estampa da “banda” preferida, míni-saias, correntes, braceletes, brincos, anéis... Um repórter de TV referiu-se a um culto dito evangélico da seguinte forma, enquanto o cinegrafista mostrava jovens vestidos exoticamente: “Você pensa que essa multidão veio assistir um show dos Guns’n’Roses? Não, eles vão participar de um culto evangélico!” Infelizmente, muitos líderes estão conformados com isso, dizendo: “A tendência é essa mesma. Não adianta reprimir”. Mas a Bíblia diz que o salvo deve se vestir e se portar de maneira decente e modesta (1 Pe 3.3). Por essa razão, nunca devemos nos conformar com este mundo (Rm 12.1,2), mas resistir à pressão que o secularismo, ou melhor, o mundanismo exerce sobre a igreja (Tg 4.4-8). 6) Uma igreja despreocupada com a linguagem Eis algumas frases proferidas por jovens da atualidade: “Jesus é dez”, “Vamos fazer um louvorzão pra JC”. Nota-se que o uso de gírias e palavras chulas já se tornou normal, e poucos ensinadores têm coragem de combater esse mal. Faz-se pouco caso da Bíblia, que nos ensina a ter uma “Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.8). Em Efésios 4.29, há uma importante advertência: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe [imoral, obscena, vil], mas só a que for boa para promover a edificação...” Isaías, quando se converteu, foi purificado pelo Senhor e não pronunciou mais palavras torpes (Is 6.1-8). Diante disso, os palavrões, as “piadinhas” e as gírias devem ser banidos do vocabulário cristão (Cl 3.8-10). 7) Uma igreja liberal A frase “É proibido proibir”, empregada em 1968 por jovens hippies, que lutavam por liberação sexual e uso de drogas, vem sendo repetida por muitos pregadores! É verdade que Paulo reprovou proibições inúteis, provenientes da mente humana (Cl 2.20-22), mas não podemos negar que o Novo Testamento está repleto de sérias proibições (Rm 13.9; 1 Co 6.10; Tg 5.12; Gl 5.17-21), para as quais devemos atentar. 8) Uma igreja movida a shows Há mais de dez anos, também li, com espanto: “... os evangélicos da pesada são um fenômeno recente e caracterizam-se pela liberalização dos hábitos, pelo uso do rock e do funk, pelas roupas coloridas e pelo marketing agressivo para conquistar a juventude” (Veja, 08/6/94). De lá para cá, músicas pesadas entraram com facilidade em nossos templos. Algumas canções ditas cristãs sequer mencionam o nome de Jesus, e outras, não bastasse isso, possuem letras do tipo “quero sentir você me tocar”, reforçadas por melodias voluptuosas. Com a ascensão da chamada música gospel, o exibicionismo entrou em cena. Nossos púlpitos viraram palcos, e os cantores passaram a ser vistos como astros. Alguns chegam a trocar de roupa várias vezes em suas apresentações. Muitos cobram cachês e agem como os cantores mundanos (de fato, o são, segundo Mateus 7.20), dançando e até rebolando. Tudo isso ocorre com a permissão de líderes que se esqueceram de que o púlpito, um lugar sagrado, deve ser ocupado por pessoas consagradas. Unamo-nos, pois, em prol de uma igreja cheia do Espírito, avivada, perseverante na doutrina e mantenedora dos princípios verdadeiramente cristãos. Ou será que preferimos os padrões apresentados? Ciro Sanches Zibordi

sábado, 7 de janeiro de 2012

A pastora, a globo e o evangelho sincretizado.

A pastora, a globo e o evangelho sincretizado.
POSTADO POR RENATO VARGENS SEXTA-FEIRA, JANEIRO 06, 2012 20:12:00
MARCADORES: APOLOGÉTICA CRISTÃ
Por Renato Vargens


Acabei de assistir o vídeo (veja abaixo) onde uma pastora evangélica juntamente com participantes de outras religiões dançavam e cantavam pra GEZUIS.

Pois é, o que fizeram do Evangelho do Senhor? Ora, lamentavelmente estão transformando o Evangelho de Cristo em Macumba!

Se não bastasse esse episódio lamentável de domingo, o comportamento de algumas das igrejas chamadas evangélicas, cada vez mais se aproxima dos rituais espíritas. Do jeito que a coisa anda daqui a pouco ouviremos em nossos cultos expressões como “Eparrei Jeová” ou " louvado seja Deus em nome de missifio". Ora, vamos combinar uma coisa? Infelizmente algumas das liturgias evangélicas estão tão miscigenadas que um desavisado qualquer ao entrar em um de seus cultos pode pensar que entrou no centro de macumba. Ouso afirmar que o sistema comportamental e doutrinário do neopentecostalismo brasileiro se deve em parte ao famigerado sincretismo religioso. O que nos leva a entender que mais do que nunca, precisamos em nosso país resgatar os valores da Reforma Protestante, retornando a Bíblia, fazendo dela a nossa única regra de fé.

Isto posto, afirmo categoricamente que em hipótese alguma experiências mágicas esquizofrênicas, como supertições inequívocas e burrificadas devem nortear o comportamento de nossas igrejas, até porque, somos e fomos chamados pelo Senhor a vivermos um cristianismo equilibrado, racional, apaixonante e apaixonado por aquele que por sua infinita graça e misericórdia nos salvou.

Como inúmeras vezes afirmei neste blog, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica. Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja brasileira precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Igreja a gosto do fregues

O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não freqüentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!

Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren ("Uma Igreja com Propósitos"). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.

Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.

Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua freqüência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja".

O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodos usados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a idéia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?

Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é "loucura para os que se perdem" e que Cristo é uma "pedra de tropeço e rocha de ofensa" (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).


Megaigrejas adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds.
Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.

Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens freqüentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.

Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livro The Little Church Went to Market (A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographics reconhece que as pessoas estão:

...procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada "Espírito Santo" ou "Consciência Cósmica" ou o "Verdadeiro Eu". É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de "indústria da experiência" (pp. 20-21).

Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas "igrejas ao gosto do freguês" (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de "desigrejados" juntando-se à igreja.

Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de "desigrejados" que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intitulado Willow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os "desigrejados", que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que freqüentam os cultos de Willow Creek.


O Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos.
Se essa percentagem é típica entre igrejas "ao gosto do freguês", o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para "desigrejados". Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair "João e Maria", fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem freqüentando a "igreja ao gosto do freguês", evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que "João e Maria" continuarem freqüentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visão psicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.

A maior parte dos que freqüentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (2 Tm 6.20). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente.

Além do mais, não há oportunidades para os crentes crescerem na fé e tornarem-se maduros em tal ambiente. Tentando defender a "igreja ao gosto do freguês", alguns têm argumentado que os cultos durante a semana são separados para discipulado e para o estudo profundo das Escrituras. Se esse é o caso, trata-se de uma rara exceção e não da regra!

Como já notamos, a maioria dessas igrejas, no uso do seu tempo, energia e finanças tem como alvo acomodar os "desigrejados". Conseqüentemente, semana após semana, o total da congregação recebe uma mensagem diluída e requentada. Então, na quarta-feira, quando a congregação usualmente se reduz a um quarto ou a um terço do tamanho normal, será que esse pequeno grupo recebe alimentação sólida da Palavra de Deus, ensino expositivo e uma ênfase na sã doutrina? Dificilmente. Nunca encontramos uma "igreja ao gosto do freguês" onde isso acontecesse. As "refeições espirituais" oferecidas nos cultos durante a semana geralmente são reuniões de grupos e aulas visando o discernimento dos dons espirituais, ou o estudo de um "best-seller" psico-cristão, ao invés do estudo da Bíblia.

Talvez o aspecto mais negativo dessas igrejas seja sua tentativa de impressionar os "desigrejados" ao mencionar especialistas considerados autoridades em resolver todos os problemas mentais, emocionais e comportamentais das pessoas: psicólogos e psicanalistas. Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão. Seus milhares de conceitos e centenas de metodologias não-comprovados são contraditórios e não científicos, totalmente não-bíblicos, como já documentamos em nossos livros e artigos anteriores. Pritchard observa:

...em Willow Creek, Hybels não somente ensina princípios psicológicos, mas freqüentemente usa esses mesmos princípios como guias interpretativos para sua exegese das Escrituras – o rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer análise e Pedro teve problemas em estabelecer seus limites. O ponto crítico é que princípios psicológicos são constantemente adicionados ao ensino de Hybels" (p. 156).


Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão.
Durante minha visita a Willow Creek, o pastor Hybels trouxe uma mensagem que começou com as Escrituras e se referia aos problemas que surgem quando as pessoas mentem. Contudo, ele se apoiou no psiquiatra M. Scott Peck, o autor de The Road Less Travelled (Simon & Schuster, 1978) quanto às conseqüências desastrosas da mentira. Nesse livro, M. Scott Peck declara (pp. 269-70): "Deus quer que nos tornemos como Ele mesmo (ou Ela mesma)"!

A Saddleback Community Church está igualmente envolvida com a psicoterapia. Apesar de se dizer cristocêntrica e não centrada na psicologia, essa igreja tem um dos maiores números de centros dos Alcoólicos Anônimos e patrocina mais de uma dúzia de grupos de ajuda como "Filhos Adultos Co-Dependentes de Viciados em Drogas", "Mulheres Co-Viciadas Casadas com Homens Compulsivos Sexuais ou com Desordens de Alimentação" e daí por diante. Cada grupo é normalmente liderado por alguém "em recuperação" e os autores dos livros usados incluem psicólogos e psiquiatras (www.celebraterecovery.com). Apesar de negar o uso de psicologia popular, muito dela permeia o trabalho de Rick Warren, incluindo seu best-seller The Purpose Driven Life (A Vida Com Propósito), que já rendeu sete milhões de dólares. Em sua maior parte, o livro fala de satisfação pessoal, promove a celebração da recuperação e está cheio de psicoreferências tais como "Sansão era dependente".

A mensagem principal vinda das igrejas psicologicamente motivadas de Willow Creek e Saddleback é a de que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo são insuficientes para livrar uma pessoa de um pecado habitual e para transformá-la em alguém cuja vida seja cheia de fruto e agradável a Deus. Entretanto, o que essas igrejas dizem e fazem tem sido exportado para centenas de milhares de igrejas ao redor do mundo.

Grande parte da igreja evangélica desenvolveu uma mentalidade de viagem de recreio em um cruzeiro cheio de atrações, mas isso vai resultar num "Titanic espiritual". Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodicéia (Ap 3.14-21). Eles eram "ricos e abastados" e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus". Jesus, fora da porta dessas igrejas, onde O colocaram desapercebidamente, oferece Seu conselho, a verdade da Sua Palavra, o único meio que pode fazer com que suas vidas sejam vividas conforme Sua vontade. Não pode existir nada melhor aqui na terra e na Eternidade! (T.A.McMahon - TBC - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2005.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

CORINTO - próximo trimestre da Escola Dominical

Corinto

Gr. Korinthos.

Uma antiga cidade grega situada 8 km a sudoeste do actual canal que atravessa o Istmo de Corínto. Para sul encontrava-se uma montanha que se elevava a cerca de 550 m e no topo, conhecido por Acrocorinthus, da qual se situava uma cidadela e um templo de Afrodite. A localização de Corínto na única ligação terrestre entre o norte da Grécia e o Peloponeso, tal como o facto de a cidade possuir portos em dois golfos (o porto de Cencreia, cerca de 11 km a este de Corínto, no Golfo Sarónico e o porto de Lechaeum, 2.5 km a oeste no Golfo de Corínto), era responsável pela sua importância e riqueza. Corinto estava ligada a Lechaeum por dois muros paralelos. Uma vez que o canal (construído entre 1881 e 1893), ocupando todos os 8 km de largura do istmo, não existia nos tempos antigos, os pequenos barcos eram, muitas vezes, arrastados por um trilho em terra firme (conhecido por diolkos), desde o Golfo Sarónico até ao Golfo de Corínto e vice-versa.

Os primeiros colonos de Corínto não eram gregos. Mais tarde, os fenícios instalaram colonos nesta cidade e ele envolveram-se na manufactura de púrpura tingida com uma substância feita a partir de marisco. Dedicaram-se também à manufactura de têxteis, cerâmica e armaduras. Na última parte do 2º milénio, o povo de Ática tomou Corínto e, mais tarde, os dórios conquistaram-na. A cidade caiu nas mãos de Filipe da Macedónia e permaneceu sob controlo macedónio até que os romanos a declararam independente em 196 AC. Rebelou-se contra Roma e foi completamente destruída por Mummius em 146 AC, permanecendo em ruínas durante um século. Júlio César deu início à reconstrução da cidade em 44 AC, tornando-a capital da província senatorial da Acaia, com estatuto de colónia e tendo sido apelidada de Colonia Laus Iulia Corinthiensis. Por causa deste seu estatuto, tornou-se na residência de um procônsul (At 18:12). Este oficial mantinha a sua corte no centro do agora, ou mercado, tal como revelaram as escavações. A nova cidade tinha muitos templos, basílicas e uma grande quantidade de lojas.

Na cidade viviam muitos romanos, gregos e orientais. Existia ali também uma comunidade judaica suficientemente grande para possuir a sua própria sinagoga. Foi encontrado um caixilho de pedra onde se podia ler: “[Sina]goga dos Hebr[eus]”. Esta inscrição mostra que o caixilho pertenceu a um edifício do século IV AC que poderá, contudo, ter-se situado no local onde se situara a sinagoga do tempo de Paulo (At 18:4). O contraste entre o estatuto social de uma população muito variada era grande, sendo que dois terços da população eram composta por escravos. Por isso, muitos eram pobres e um pequeno número era extremamente rico.

A cidade era universalmente conhecida pela sua imoralidade. O termo “rapariga coríntia” era sinónimo de “prostituta” e “corintianizar” significava levar uma vida imoral. Nas comédias gregas, “coríntio” era ocasionalmente a designação dada aos bêbados. De acordo com Estrabão, existiam cerca de mil raparigas escravas trabalhando como prostitutas no templo, no santuário de Afrodite, localizado no Acrocorinthus. Uma inscrição mostra que tinham os seus próprios lugares no teatro. Estas condições lançam alguma luz sobre as referências que Paulo faz à imoralidade no mundo pagão, nas suas duas cartas aos coríntios (1Co 5:1; 1Co 6:9-20; 1Co 10:8; 2Co 7:1) e na sua carta aos romanos (Rm 1:18-32), escrita quando ele esteve em Corínto durante a sua terceira viagem missionária.

Expedições americanas têm levado a cabo escavações intermitentes em Corínto desde 1896. Praticamente todo o agora foi escavado, assim como secções da estrada de Lechaeum, do Odeão, do teatro, do templo de Asclepius e de algumas outras estruturas isoladas. Estas escavações tornaram possível o conhecimento correcto da vida na antiga Corínto. Foi descoberta uma inscrição contendo o nome de Erasto (provavelmente o homem mencionado em Rm 16:23); também uma do mercado do peixe (cf. o “açougue” de 1Co 10:25). No agora, foi descoberto o Bema, o tribunal do procônsul (At 18:12). Foi identificado por uma inscrição descoberta perto desse local.

Paulo esteve em Corínto na sua segunda viagem missionária e passou dezoito meses na cidade. Durante este tempo, fundou uma igreja (At 18:1-18) que, subsequentemente, exerceu grande influência. Mais tarde, Apolo trabalhou em Corínto com um considerável sucesso (At 18:24, 27, 28; At 19:1; 1Co 3:4). Paulo poderá ter visitado a cidade novamente durante a sua estadia de três anos em Éfeso (2Co 12:14; 2Co 13:1). Passou algum tempo em Corínto, provavelmente três meses, no fim da sua terceira viagem missionária, por volta do inverno de 57/58 DC (At 20:2, 3). Na sua carta a Timóteo, Paulo terá querido dizer que fizera, pelo menos, uma última visita a Corínto depois do seu primeiro encarceramento em Roma (2Tm 4:20). Duas das mais longas cartas de Paulo agora existentes foram escritas à igreja de Corínto. Pelo menos uma outra carta se perdeu (1Co 5:9).

Publicado na Enciclopédio Mundo Bíblico

Bíblia DAKE - discrepâncias doutrinárias

BÍBLIA DAKE - Posicionamento do Pr. Carlos Roberto e Comentário de Revisora demitida pela CPAD


Fonte da Imagem: Blog do Pr. Robson Aguiar


Tenho acompanhado as discussões sobre a publicação da Bíblia de Estudos de Dake, lançada pela CPAD, porém, na condição de Membro do Conselho de Doutrina da CGADB, representando lá a COMADESPE, convenção regional da qual estou Vice Presidente Executivo, procurei não precipitar qualquer comentário aqui na blogosfera, no afã de ser moderado aguardando um bom final para este processo.


No entanto, considerando que aqui mesmo neste blog, publiquei chamada sôbre o lançamento da Bíblia Dake, com a melhor das intenções, e a partir de então passei a ter também responsabilidade com a indicação, não posso me calar, motivo pelo qual passo a expor o que se segue:


1 - Participei da Reunião do Conselho de Doutrina em conjunto com a Comissão de Apologética da CGADB, quando por conscenso e unanimidade, foi enviada resolução aos órgãos competentes, assinado pelos presidentes dos referidos conselhos, concluindo pelo cessar da publicação, bem como pela retirada dos exemplares da referida Bíblia ainda existentes nas lojas da editora. Somente isso já diz tudo sôbre o que significa para a Igreja tal publicação.

2 - Considerando que a Bíblia de Dake continua sendo muito bem vendida nas lojas da CPAD, e que, em virtude da notícia de seu lançamento postada aqui, tenho recebido muitas indagações, sejam por telefone ou e-mails, e até mesmo considerações através de comentários, declaro que:

3 - Não concordo com as discrepâncias doutrinárias de Dake, as quais passei a conhecer somente quando do recebimento de um exemplar, bem como da participaçào da Reunião do Conselho de Doutrina e da Comissão de Apologética,

4 - Ainda que existam bons comentários nela inseridos, aqueles que são heréticos e venenosos, invisabilizam a publicação, principalmente em se tratando de uma editora de caráter confessional.

5 - A não consulta ao conselho competente da CGADB, no caso o de doutrina, o que é regimental, foi erro grave e nesse caso específico irreparável.

6 - No meu entender, salvo melhor juízo, o não acatamento da resolução tomada pelos referidos conselhos, pelo menos até agora, (22.12.2009), agrava muito mais a situação, e caracteriza ainda uma séria crise institucional.

7 - Nossa convenção, a COMADESPE, através da Comissão de Temário da 76a. AGO que será realizada em Bauru, de 25 a 28 de Janeiro de 2010, com muito temor e lamentando muito, decidiu, pontualmente, abrir mão de uma parceria de alguns anos com a CPAD, pelo menos até que isso se resolva, para que não tenhamos o constrangimento de ter a referida Bíblia comercializada nos stands do evento, e também para evitar o desprazer de ter que justificar, não recomendar ou fazer contraponto a um produto de tão importante parceiro.

8 - Não bastasse tudo isso, acaba de ser postado aqui neste blog, comentário da funcionária da CPAD, revisora Miriam Anna Libório, demitida, o qual transcrevo na íntegra:


A quem interessar possa.

Não é justo que eu seja penalizada pela publicação da Bíblia Anotada de DAKE, quando a direção foi avisada (pelo chefe de setor em exercício e pelos revisores responsáveis, muito antes de sua publicação) de que ela traria problemas. Não existe erro de revisão nela. Existem discrepâncias doutrinárias que inviabilizam sua publicação e isto, embora não seja da competência do revisor, que apenas cumpre ordens, foi visto e comunicado.
O superior imediato foi alertado a respeito das discrepâncias, mas não deu ouvidos, sabe-se lá por quê.
Qualquer coisa que seja dita, por quem quer que seja, para justificar a ignorância deles com relação a este fato, é MENTIRA atestada por mim como copy mais antiga no setor. Peço que tomem providências. Ou este sacerdócio já está tão corrompido que será necessário Deus abrir a boca de um jumento para repreender o profeta cego, surdo e mudo? Não quero emprego de volta, nem dinheiro. Quero desagravo. Não posso ficar à mercê de profetas velhos, aos quais sempre temi, dos quais sempre tive receio, e por causa de quem me vejo neste imbróglio.

Com muita indignação,
Miriam Anna Liborio
P.S.: Se existe algum problema de saúde naquele lugar, é cegueira. Incurável.

Isto posto, registro o que aqui relatei, como prova de respeito pelos leitores deste blog, os quais em sua maioria são companheiros de ministério e de convenção, e nesse caso me refiro principalmente à COMADESPE, além de amigos pertencentes a outras denominações, por ser este o veículo que disponho para externar o que penso a respeito do caso, e peço vênia, não sejam confundidas tais declarações, com qualquer conotação de política eclesiástica ou campanha contra a CPAD, a qual continua contando com a minha admiração e apoio pelo conjunto da sua obra e serviço prestado às Assembléias de Deus e à Igreja Evangélica brasileira em geral, no entanto, nesse caso específico, entendo que o erro é grave com o que não posso concordar em hipótese alguma.

Talvez tenha sido tardio no afã de não ser precipitado, mas agora, com todo respeito e moderação é necessário um posicionamento de minha parte.

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." I Timóteo 4: 16

Com temor a Deus e respeito
pela CPAD e todas as pessoas envolvidas,

Pr. Carlos Roberto Silva

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Salvação

Totalmente de Graça!


Há infinitas promoções nos jornais e na TV do tipo:
Compre um carro e ganhe um tanque cheio totalmente grátis!
Compre um computador e ganhe um pen-drive totalmente de graça!
Compre cinco sacos de ração e leve o sexto totalmente de graça!

A única verdade inquestionável dessas promoções é que a palavra graça perdeu totalmente seu sentido original. Não há dúvida também que a gratuidade propagada nessas divulgações do marketing de vendas é total e gratuitamente mentirosa já que, para ganhar, precisamos dar algo antes ainda que uma simples moeda e um cadastro de dados.

O mais curioso é que pessoas são seduzidas a tais compras crendo que há de fato uma grande vantagem na gratuidade anunciada. Como regra, ninguém questiona se o produto adquirido está sendo levado totalmente de graça, dando a entender que o comerciante é idôneo e realmente deu algo que lhe custou caro sem cobrar absolutamente nada.

Entretanto, a graça maior e verdadeira, como precisa ser entendida pelos homens, foi praticada por Deus há dois mil anos e poucos se dão conta da grandiosidade disso. Ninguém nesse mundo foi ou é capaz de mensurar a gigantesca diferença entre o que se conhece como conceito de graça, conforme adotado nas relações comerciais, e o favor imerecido que todos recebemos de Deus. O que Deus fez ultrapassa qualquer idéia de gentileza ou liberalidade que se conhece nas relações humanas ou comerciais.

Quantos seriam capazes de entregar seu único filho por amor, para pagar o altíssimo preço de redenção da humanidade inteira da escravidão e condenação do pecado? Como podemos imaginar a grandeza desse ato e que tal livramento representa a quebra de todos os grilhões, cadeias e laços de condenação do pecado, conseqüências às quais estávamos todos irremediavelmente sujeitos?
Quantos se lembram da graça divina e a ela dão a mesma importância que o Rei Davi deu quando escreveu “No tocante a mim, confio na tua graça, o meu coração se regozija na tua salvação?”

No tocante a você, que talvez esteja entre os que se regozijam na alegada gratuidade das promoções deste mundo, já parou para pensar que cada gota de sangue que Jesus derramou tem força suficiente para remir toda a Terra, e isso te inclui gratuitamente? Ou seja, embora o que foi pago não seja preço de banana, você não precisou fazer absolutamente nada por isso.

A grande dificuldade que muitas pessoas alegam ter quanto ao que Deus representa para elas é que acham que precisam fazer alguma coisa, mudar de conduta ou pagar um preço para ter direito à comunhão com Ele, afinal Ele é santo e não permitiria que nos aproximássemos com nossas sujidades.

De fato, só Ele é santo e nós, por nós mesmos, jamais alcançaríamos os favores do Deus que é amor, porque Ele também é o Deus da justiça. Se nossas iniqüidades fazem separação entre Deus e nós, era preciso criar um caminho de escape para nos achegarmos a Ele, e esse caminho só podia ser de graça, porque o Deus incorruptível não aceita barganhas ou peitas.
Se Deus aceitasse indulgências seria mentiroso e elitista. Por isso, só porque Ele é assim, é que podemos entender um fragmento da grandiosidade de sua inaudita graça, dada de uma vez só e de uma vez por todas.
O apóstolo Paulo ensina exatamente isso quando diz que é pela graça que somos salvos, por meio da fé. E Paulo continua ensinando que essa graça não vem das nossas obras, para que ninguém se glorie, antes é um dom de Deus. Nesse texto da carta escrita pelo apóstolo aos Efésios a palavra dom significa exatamente um presente gratuito, não apenas um brindezinho de bazar. Eu não preciso pagar ou comprar nada, até porque o preço desse dom – que é total e verdadeiramente gratuito - não pode ser pago em dinheiro. O preço foi de sangue porque a paga pelo pecado deve ser a morte, a imolação de um cordeiro sem defeito, exatamente como Jesus, que não foi morto, mas se deu para morrer em nosso lugar. Fosse Ele morto pelos homens a paga não seria aceita porque não haveria entrega espontânea. Ele mesmo foi que se entregou, abriu mão de suas vontades e direitos como justo que era. O justo precisava pagar o preço sofrendo o preço da nossa injustiça. Na cruz cada um de nós foi justiçado ou justificado de seu pecado, mas nenhuma paga nos foi exigida, porque nenhum de nós seria capaz de sofrê-la.

Esse dom gratuito é o novo e vivo caminho que nos aproxima de Deus. Nenhum outro caminho tem essa força pagante ou capacidade apagante da multidão de nossos pecados, alguns dos quais nem percebemos, porque muitos de nós nem se acham tão pecadores.

O maior problema, contudo, é que o homem, por vezes, pensa que pode confiar na sua própria força remidora, ou que por outros meios ou intercessores poderia vencer as barreiras mortais do pecado. Esse é o maior engano que cega as pessoas. A Bíblia é categórica nessa questão quando Paulo afirma, em sua primeira carta a Timóteo, que “só há um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus”, o qual veio ao mundo não na condição de Deus, identidade da qual se desvestiu, para vencer a morte como homem, ou seja, para fazer exatamente o papel que ao homem cabia. Agiu, então, sem se valer da sua prerrogativa divina e se deu como homem para, gratuitamente, pagar o altíssimo preço da condenação que o homem deveria receber.

Isso, verdadeiramente, é de graça, o resto é promoção barata, que, como um produto pirata, engana a muitos que acham ter recebido algo caro e imerecido por um caminho alternativo que nada tem de gratuito ou de bom.

Aproveite a verdadeira graça, mas lembre-se, a graça de Deus, por meio de Jesus, não se confunde com qualquer outra idéia de graça, porque o preço pago, infinitamente maior que uma TV, computador ou outro bem desse mundo, é capaz de lhe oferecer VIDA ABUNDANTE e ETERNA, e não um brinde sem valor. E o que é melhor, é de graça mesmo ! TOTALMENTE...

Fonte: Escola de Discípulos
Copiado do Blog : Seguimos a Jesus

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Davi e o seu Sucessor

Davi e o seu Sucessor
Pr. Geraldo Carneiro Filho
LIÇÃO 12 - DIA 20/12/2009
TÍTULO: “DAVI E O SEU SUCESSOR”
TEXTO ÁUREO - I Cr 22:9
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 28:4-8
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
I - INTRODUÇÃO:
Devemos nos preocupar com quem vai nos substituir na obra de Deus. Porém, tenhamos paciência, pois no devido tempo, o Senhor indicará o sucessor certo. Deixemos, pois, O Todo-Poderoso fazer a escolha e determinar o eventual substituto, posto que somente Ele tem poder de transformar um homem num verdadeiro líder (At 13:1-3).
II - QUANDO DEUS ESCOLHE O SUCESSOR, A VITÓRIA É GARANTIDA:
I Cr 22:5-19 - Anos antes, o Senhor havia revelado a Davi que Salomão seria o próximo rei de Israel;
Davi transmitiu essa revelação para Bate-Seba e também para o povo - (I Rs 1:13, 17); (I Cr 28:4-10; 29:1);
No entanto, Adonias reivindicou seus direitos ao trono de Israel, encabeçando duas rebeliões: uma antes e outra depois da morte de Davi. Em ambas, contou com o apoio de Joabe (general do exército) e do sumo-sacerdote Abiatar - I Rs 1:5-7; I Rs 2:10-22;
Quando Deus escolhe o sucessor, nem “general”, nem “sumo -sacerdote” poderão arrancar a bênção daquele que for o escolhido do Senhor para a substituição. Se não, vejamos:
(A) - Adonias morreu (I Rs 2:23-24) - Não tentemos, via rebelião, assumirmos cargo de liderança;
(B) - Abiatar foi deposto (cumpriu-se a sentença de Deus proferida por Samuel) - (I Rs 2:26-27); (I Sm 2:31-35) - Não tentemos “abençoar” àqueles que buscam cargos de liderança por meio de rebelião e sem terem serem indicados por Deus!
(C) - Joabe também morreu - I Rs 2:28-35 - As pontas do altar eram lugares de refúgio para o fugitivo que procurava salvar a vida das mãos dos seus perseguidores. Porém, de acordo com a Lei, somente OS HOMICIDAS INVOLUNTÁRIOS tinham direito de buscar asilo naquele lugar sagrado - Ex 21:12-14.
Este não foi o caso de Joabe! Quando era tempo de paz, cometeu um duplo assassinato: O de Abner e o de Amasa - I Rs 2:28; II Sm 3:26-30; 20:9-10.
Mas a verdadeira razão que determinou a morte de Joabe foi o seu apoio à rebelião de Adonias - I Rs 2:22.
Joabe, o general do exército de Israel, não pode contra o Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel!
O sumo-sacerdote Abiatar não conseguiu amaldiçoar o que Deus abençoou! - (I Sm 17:45 ); (Nm 23:8, 19-20, 23; 24:9 b).
Todos estes acontecimentos foram manifestações da graça divina e da fidelidade à aliança feita com Davi e seus descendentes; Salomão era o herdeiro dessa dádiva - II Sm 4:1-17.
Com temor e tremor leiamos Is 14:24, 27 e Is 66:1-2.
III - AS APARIÇÕES DE DEUS A SALOMÃO:
(A) - PRIMEIRA APARIÇÃO - Foi em sonhos. Deus solicitou o pedido; Salomão pediu um coração compreensivo - I Rs 3:5, 9.
(A.1) - A resposta de Deus foi aprovadora: Concedeu discernimento e acrescentou bênçãos adicionais.
(A.2) - Entretanto, uma condição foi apresentada junto com as bênçãos: “Se andares… e guardares… - I Rs 3:10-14.
(B) - SEGUNDA APARIÇÃO - Veio após a dedicação do Templo - I Rs 9:1 - A bênção do Senhor permaneceu e é prometida como resultado da obediência e do culto fiel - I Rs 9:3-5;
(B.1) - Porém, ainda desta vez, a mensagem do Todo-Poderoso compõe-se de advertências de juízo sobre o povo e o templo: “se não seguissem a Deus de todo coração” - I Rs 9:6-9;
(C) - TERCEIRA APARIÇÃO - Veio como um julgamento por seus pecados. O reino seria dividido e tirado do controle da dinastia de Davi - I Rs 11:11-13;
(C.1) - ponto principal nesta terceira aparição constitui-se de divisão e perda. A partir de então, o império salomônico começou a desaparecer - I Rs 11:14-42.
IV - SABEDORIA VERSUS IDOLATRIA:
Salomão foi sucessor de Davi no trono de Israel com a idade de 20 anos, deixando enorme legado, fruto da sabedoria doada por Deus:
(A) - Construiu a casa do Senhor - I Rs 3:1;
(B) - Amou a Deus, andando como Davi, seu pai - I Rs 3:3;
(C) - Ofereceu muitos sacrifícios ao Senhor - I Rs 3:4;
(D) - Foi humilde em sua petição, pedindo um coração compreensivo - I Rs 3:9;
(E) - Sua sabedoria foi a maior de todas, com grande discernimento judicial - I Rs 3:12, 16-28;
(F) - Sua riqueza foi incontável - I Rs 3:13;
(G) - Foi profundamente grato - I Rs 3:25;
(H) - Organizou o reino - I Rs 4:7-19;
(I) - Estabeleceu grande força armada - I Rs 4:24-28;
(J) - Foi superior aos sábios - I Rs 4:29-31;
(K) - Proferiu provérbios e discursos - I Rs 4:32-34;
(L) - Desenvolveu grandes projetos de construções, destacando-se o Templo e a Casa da Floresta do Líbano (palácio de Salomão), que demoraram 23 anos para serem edificados - I Rs caps. 5 e 6;
(M) - Orou, dedicando o templo ao Senhor - I Rs 8:22-53;
NO ENTANTO, ALGO LEVOU SALOMÃO A SE TORNAR IDÓLATRA, ATRAINDO O JUÍZO DE DEUS PARA SUA CASA:
(A) - A insensatez de Salomão vista em sua vida luxuosa - I Rs 4:22-23; 10:21-23 - Embora os líderes de Deus não devam ser ascetas, nem por isso devemos nos entregar aos excessos do luxo - I Tm 6:10.
(B) - Seu casamento com mulheres pagãs estrangeiras e sua excessiva sensualidade - I Rs 11:1-3; Ne 13:23, 26 - Tenhamos cuidado! Satanás ataca os líderes em três pontos principais: sexo, dinheiro e poder.
(C) - Sua opressão ao povo - I Rs 12:4 - A fim de manter sua magnificente corte, Salomão taxou pesadamente o povo. Isto foi um fator de insatisfação, em face das dificuldades financeiras que o povo comum precisava enfrentar - Tg 5:4.
(D) - Sua sanção à idolatria - I Rs 11:4-8 - Talvez esse seja o aspecto mais trágico e incompreensível do desvio de Salomão. Um homem que teve o privilégio de receber visitações divinas terminou a vida como fomentador das práticas idólatras.
Desta forma, O CONSTRUTOR DO TEMPLO DO SENHOR TERMINOU SENDO CONSTRUTOR DE TEMPLOS PAGÃOS, DEDICADOS A VÁRIOS DEUSES!
(1) - ASTAROTE (plural de Astarte) - Deusa dos sidônios (Jz 2:13; 10:6; I Sm 7:3). - O culto a essa falsa deusa do amor incluía sacrifícios de animais, prostituição (masculina e feminina), práticas homoafetivas como parte do culto e sacrifícios humanos.
(2) - MOLOQUE - Também conhecido como MILCOM; MALCAN; e MOLEQUE - Uma divindade dos amonitas adorada com sacrifícios humanos - Lv 18:21; I Rs 11:5, 33; II Rs 23:10; Jr 32:35; Am 5:26; At 7:43 - Este deus exigia sacrifício de crianças;
(3) - CAMOS ou QUEMOS - Nome ou título do deus dos moabitas (Nm 21:29; Jr 48:46); era adorado por meio do sacrifício de crianças (II Rs 3:27); foi destruído por Josias (II Rs 23:13-14).
MOLOQUE e QUEMOS eram os deuses de Amom e Moabe, cujas nações foram formadas com os descendentes de Ló, que cometeu incesto com as suas duas filhas;
Vários autores sagrados aludem que, atualmente, esses deuses estão ligados ao lar, separando casais, matando crianças e levando à prática de incesto.
Diante de tais considerações, extraiamos algumas lições para nossa meditação:
(1) - SALOMÃO FOI SÁBIO, MAS NÃO PERMANECEU FIEL A DEUS - I Rs 3:5-14 - Por ser humilde e não pensar primeiramente em si mesmo, Deus não só atendeu o pedido de Salomão, mas deu-lhe também riquezas, fama e notoriedade - I Rs 4:34.
(1.1) - O que se esperaria de alguém com todas estas bênçãos?: NO MÍNIMO, FIDELIDADE.
(1.2) - Mas a verdade é que as pessoas se envolvem em laços; e, nem sempre ser sábio nos isenta de cairmos neles, pois a sabedoria deve ser prática e não teórica. Salomão não ouviu a voz da sabedoria; antes, deixou-se levar pela idolatria - I Rs 3:5-8
(2) - SALOMÃO FOI SÁBIO, MAS NÃO SE LIVROU DOS PERIGOS COM ENVOLVIMENTOS ERRADOS:
(2.1) - Deixou-se envolver pela fama da sua sabedoria e competência, esquecendo-se que tudo o que possuía vinha de Deus - I Rs 10:1, 7-9 ;
(2.2) - Deixou-se envolver pelos prazeres que o levaram à adoração dos deuses estranhos - I Rs 11:4;
(2.3) - Deixou-se envolver por interesses políticos, a fim de fazer negócios e agradar às suas mulheres estrangeiras - I Rs 11:1-2 comparar com Pv 2:16-19;
(2.4) - Deixou-se envolver por si mesmo, achando que depois de tudo o que havia conquistado, não precisaria mais de Deus; era autosuficiente - I Rs 11:6 comparar com Pv 3:5-8.
(3) - SALOMÃO FOI SÁBIO, MAS NÃO SE AFASTOU DA IDOLATRIA - A idolatria cega o entendimento e geralmente é conseqüência das seguintes atitudes:
(3.1) - Esquecer que Deus nos ama - Salomão se esqueceu do amor de Deus e isto o afastou do Senhor - II Sm 12:24-25;
(3.2) - Esquecer de quem somos e o que Deus fez por nós - I Rs 3:6-10.
V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Nm 27:12-23 - Ao saber que sua morte estava próxima, Moisés se preocupou com quem haveria de sucedê-lo e orou ao Senhor para que lhe indicasse seu substituto. Meditemos em alguns pontos:
(1) - Moisés pensou e se preocupou com o seu sucessor (o que muitos líderes hoje não fazem);
(2) - Moisés não cogitou nomes para a sucessão: um amigo, um parente, sua esposa ou até mesmo um de seus filhos;
(3) - Tampouco Moisés mencionou o nome de Josué, que tantas provas demonstrou de sua liderança e capacidade;
(4) - Moisés simplesmente orou ao Senhor e deixou que Ele tomasse esta iniciativa.
Que todos nós aprendamos esta bela lição e, acima de tudo, ponhamo-la em prática nas nossas vidas ministerial e de liderança, para glória de Deus! Amém.
FONTES DE CONSULTA:
Lições Bíblicas CPAD - 2º Trimestre de 1996 - Comentarista: Valdir Bícego
Mil Esboços Bíblicos - Editora Evangélica Esperança - Georg Brinke
A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova
70 Esboços de A a Z - Editora Pró Logos - Caio Fábio
Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Editora e Distribuidora Candeia - R. N. Champlin e J. M. Bentes
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos