sábado, 12 de dezembro de 2009

Mundanismo nas Igrejas

Mundanismo, a Lepra Espiritual
Uma das tragédias da vida cristã é ver aqueles que professam o nome de Cristo chafurdarem na imundície deste mundo e depois tentarem "testemunhar" para ele!

Recursos úteis para sua maior compreensão

As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo

Título do Livro 2

Título do Livro 3

Título do Livro 4

É triste observar que, conforme a Época da Graça se prolonga, o povo de Deus parece mais determinado do que nunca a adotar as atitudes e ações do mundo. As modas vêm e vão, mas uma coisa continua constante — cada uma delas consegue deixar sua marca indelével sobre certos segmentos da cristandade. Para aqueles de nós que já acumularam certa "quilometragem", vemos esse fenômeno a partir da perspectiva de ter passado por grande parte dele. Eu realmente gostaria de poder expressar com palavras adequadas aos jovens o quanto a sociedade mudou nos últimos quarenta ou cinqüenta anos. Isso nos faz pensar em quanto mais o Senhor permitirá que esse processo continue antes de vir buscar Sua igreja.

Como podemos esperar, a Palavra de Deus tem muito a dizer sobre os assuntos mundanismo e separação. Com a ajuda de Deus, gostaria de explorar ambos os tópicos em profundidade. Começaremos tentando definir a palavra "mundanismo". É o substantivo do adjetivo "mundano" e o Dicionário Aurélio define assim: "Vida mundana; hábito daqueles que só procuram gozos materiais". A partir dessa definição, vemos que não é absolutamente uma palavra que seria usada para descrever um cristão. Ser mundano é aderir e seguir aquilo que caracteriza as atitudes e ações das massas; dos incrédulos — aqueles que estão perdidos. Além disso, precisamos compreender que é uma coisa extremamente fácil de fazer. Tudo o que precisamos é "seguir as massas", seguir o caminho da mínima resistência. A natureza humana nos predispõe para o mundanismo. Antes de sermos salvos, o mundanismo era um modo de vida. Após a salvação, ganhamos uma nova natureza, mas a velha natureza pecaminosa não foi erradicada. Por isso, estamos em uma situação que garante uma vida de conflito contínuo!

Talvez você já tenha ouvido a história sobre um velho chefe indígena que se converteu a Cristo. Certa vez, dois de seus irmãos "caras pálidas" foram visitá-lo e um deles perguntou como estava indo sua vida espiritual. O velho chefe respondeu que era como se ele tivesse dois cachorros vivendo dentro dele — um branco e um preto e eles brigavam constantemente! Após conversarem um pouco, um daqueles homens perguntou: 'Afinal, quem ganha a luta?' A resposta do chefe foi clássica: "Aquele que eu alimento mais." Embora seja uma ilustração simples, ela nos dá um quadro vívido da batalha que ocorre todos os dias dentro de nós. Se alimentarmos nossa nova natureza por meio do estudo da Palavra de Deus e da oração, crescemos "na graça e no conhecimento do Senhor". No entanto, se continuarmos a festejar "com as bolotas que os porcos comem", não devemos esperar muito progresso na vida espiritual.

O apóstolo Paulo menciona essa luta em Romanos 7:15-25. O que ele diz é vital para nossa compreensão do problema, de modo que incluímos todo o texto aqui:

"Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado."

Essa luta interior, que Paulo descreve tão bem, deve ser igual a que experimentamos. Sabemos o que é melhor, mas nem sempre fazemos o que é melhor! Certo? Bem, preciso me apressar em dizer que só porque essa é uma aflição comum, não quer dizer que tenhamos uma desculpa para nossas ações. Permitir que ações e atitudes pecaminosas e mundanas continuem em nossas vidas, sem serem enfrentadas, é convidar problemas maiores. O apóstolo João nos admoesta em 1 João 2:15-17:

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre."

Creio que cada um de nós pode ver nesses versos que o amor ao mundo é um perigo muito real para o cristão. Nossa natureza caída, que está conosco desde o nascimento, está naturalmente inclinada e preparada para as atrações que nos rodeiam. Nunca antes em toda a história humana isso foi mais problemático do que atualmente e está ficando cada vez pior! Os historiadores dizem que uma das principais razões para a queda do Império Romano foi que a maior parte da população desenvolveu um apetite insaciável pelos prazeres e divertimentos. Enquanto as pessoas se divertem, esquecem-se das coisas que realmente são importantes na vida. Esse tipo de comportamento é uma forma de fuga, para não enfrentar as realidades da vida diária. Como os cristãos não são imunes à doença do mundanismo, precisamos reconhecê-la como sendo uma lepra espiritual e evitá-la. (A lepra, freqüentemente mencionada na Bíblia, sempre é retratada como sendo típica do pecado.)

Em toda a Bíblia, os cristãos são constantemente exortados a buscar sabedoria — a pensar, a agir de uma maneira responsável o tempo todo — para nosso próprio bem e para o bem dos outros. Uma das tragédias da vida cristã é ver aqueles que professam o nome de Cristo chafurdarem na imundície deste mundo e depois tentarem "testemunhar" para ele! As atitudes falam mais alto que as palavras e cada um de nós precisa entender que estamos em cena e nossas ações estão sendo observadas o tempo todo. Depois que tomamos o primeiro passo de identificação com Cristo (o batismo), tornamo-nos homens e mulheres, meninos e meninas marcados — pois o mundo está apenas aguardando a primeira oportunidade para nos chamar de hipócritas! Satanás é o deus deste mundo e tenta explorar cada deslize nosso. Amar as atitudes e filosofias prevalecentes na nossa cultura é garantia de ruína para nosso testemunho como filhos de Deus.

O que quero dizer com a palavra "testemunho"? Houve uma época em que a terminologia da fé era tão largamente compreendida que se podia assumir que todos a compreendessem, mas esse não é o caso hoje. É por isto que normalmente procuro definir certos termos. Seu testemunho cristão é similar à sua personalidade, pois é "você" — o que você realmente é — como aparece aos outros em relação à sua profissão de fé. Você pratica aquilo que prega? Se pratica, pode-se dizer que mantém um bom testemunho de Cristo. Depois da salvação, o testemunho é o que de mais valioso você tem. Portanto, mantenha-o limpo e não permita que a sujeira deste mundo grude nele.

O melhor testemunho para Cristo é uma vida que está cheia e que é controlada pelo Espírito Santo. Muitos cristãos têm hoje a idéia errada que testemunhar consiste unicamente em "apresentar o evangelho". Embora compreendamos e concordemos que o aspecto sobrenatural da salvação definitivamente envolve a mensagem do evangelho, nosso testemunho de modo algum é limitado a isso. Independente se você percebe isso ou não, a maioria das pessoas presta muito mais atenção àquilo que você faz e como reage do que com o que diz. Como diz o velho adágio, "Falar é fácil!" Algumas pessoas que falam muito bem acabam ficando constrangidas após serem desafiadas com o "mostre-me ou cale-se". A atitude que a maioria de nós terá é: "Não fale somente, mostre-me também!" As ações falam muito mais alto que as palavras. Quando vivenciamos aquilo que falamos, nossas palavras terão uma força muito maior. Se as pessoas virem que somos genuínos e que nossas vidas irradiam a realidade daquilo que professamos, estarão muito mais abertas à mensagem que anunciamos. Os hipócritas são alvo de escárnio em toda a parte e não é para se admirar! O mundanismo e a piedade são totalmente incompatíveis — como óleo e água, que não se misturam. Mas, apesar das admoestações da Bíblia sobre o mundanismo e suas conseqüências, muitos cristãos insistem em tentar "ficar com as pernas uma de cada lado da cerca". (Para aqueles que sempre viveram na área urbana, essa expressão pode não fazer muito sentido — mas para aqueles que já tentaram saltar uma cerca de arame farpado — certamente faz!) Tentar ficar com as pernas uma de cada lado, uma no mundo e outra nos céus provavelmente o deixará com as calças rasgadas!

Outro modo de ilustrar o ponto é com uma história sobre o Velho Oeste americano. Um homem proprietário de uma empresa transportadora estava entrevistando os candidatos a condutores de diligências. O trecho da estrada que ele selecionou para o teste estava em uma montanha que tinha um barranco em uma das laterais, com uma queda de centenas de metros. As instruções que ele dava a cada candidato eram simples: "Veja o quanto você consegue chegar perto do barranco, mas sem cair!" Primeiro um, depois outro candidato tentaram, levando os cavalos bem para perto do barranco. Finalmente, quando um terceiro homem se apresentou e recebeu as instruções, ele disse: "— O senhor está louco? Vou conduzir os cavalos pelo outro lado da estrada, ficando longe do barranco!". "— O emprego é seu", exclamou o chefe. O risco era grande demais e este é exatamente o ponto que quero deixar claro sobre o envolvimento com o mundanismo. Se você parecer como o mundo, agir como o mundo, e cheirar como o mundo — como o mundo verá a diferença em você? Por que devemos achar que eles serão atraídos a Cristo por meio do nosso testemunho quando parecemos ser virtualmente iguais a todas as outras pessoas? Como diriam alguns garotos hoje: "E aí?"

Outro aspecto muito importante do nosso testemunho envolve a doutrina bíblica da separação. Creio com todo meu coração que essa é uma das menos compreendidas e menos ensinadas doutrinas na Palavra de Deus hoje. Quando é mencionada, é geralmente com generalidades e clichês, mas a Bíblia é tanto explícita e implícita com relação a esse ensino. É explícita porque o assunto é tratado claramente e é implícita porque está ele contido em princípio em toda ela. Vamos saltar para o meio desse assunto e ver se tocamos em alguns nervos expostos:

Em 2 Coríntios 6:14-18, lemos:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso."

Paulo, escrevendo sob a influência e inspiração do Espírito Santo, diz que precisamos nos separar dos incrédulos e não nos envolvermos em alianças ou sociedades com eles. A palavra "jugo" refere-se à canga, um implemento de madeira, utilizado para prender uma junta de bois pelo pescoço e ligá-los à carroça ou ao arado. Se alguém tentasse prender um boi com uma mula por meio do jugo, o resultado seria desastroso, pois eles não trabalhariam bem em conjunto. Dois bois ou duas mulas seriam bons, mas as diferenças de temperamento e de tamanho entre bois e mulas não permite combinar os dois. O ponto aqui é que os crentes precisam evitar qualquer situação em que fiquem em jugo desigual com um incrédulo. Isso inclui exemplos como namoro, casamento, sociedades nos negócios, associações voluntárias (clubes, etc.) por meio das quais aqueles que não têm os mesmos valores espirituais possam exercer pressão sobre você. As amizades íntimas com as pessoas erradas também devem ser evitadas.

Abordo este tópico com "temor e tremor", pois sei, a partir de experiências dolorosas, que muitos crentes reagem de maneira emocional ao que caracterizam como "legalismo". Em primeiro lugar, não é legalismo, pois não estou tentando impor a lei do Antigo Testamento sobre os cristãos. É uma proibição muito sã e sensata que objetiva manter a pureza da nossa caminhada com Cristo. Ninguém consegue brincar com um amontoado de carvão sem se sujar todo. É realmente simples assim. "Não procure sarna para se coçar", diz o ditado. Logicamente, aqueles que já estão casados com incrédulos, ou já comprometidos em relacionamentos que são inevitáveis, não devem tornar uma situação má pior! Esse ensino objetiva principalmente a prevenção, mas em alguns casos o incrédulo em questão está arruinando a vida espiritual do cristão e, por essa razão, o relacionamento deve ser rompido. Se você acha isso drástico demais, leia então o capítulo 10 de Esdras, e veja o que Deus exigiu dos sacerdotes e levitas que tinham mulheres estrangeiras. Servimos ao mesmo Deus hoje! A separação é ensinada em toda a Bíblia, do Gênesis até o Apocalipse, mas não é um assunto que as pessoas gostem de ouvir.

Não somente devemos manter a separação pessoal, mas também somos instruídos a manter a separação "eclesiástica". Este é um ensino implícito e requer maturidade espiritual para compreender toda sua implicação. A palavra grega ekklesia, freqüentemente traduzida como "igreja", é a palavra-raiz de "eclesiástica" — referindo-se às igrejas e/ou congregações. O que significa manter separação eclesiástica? Detesto ser extremamente direto, mas significa ficar longe de qualquer pessoa que afirme ser cristã, mas que obviamente não adere aos ensinos de Cristo! A palavra de Deus nos recomenda não julgar os outros — condená-los injustamente e lavrar sentença sobre eles da forma que um juiz faz — mas também somos exortados a "provar (testar) todas as coisas". Deus espera que mantenhamos nossa guarda espiritual e não creiamos nas aparências. É claro que você sabe que nem tudo o que reluz é ouro. As igrejas e os membros que envergonham os ensinos de Cristo e negam as doutrinas essenciais da fé devem ser evitados. Afirmar ser um cristão só por causa da participação em uma igreja é como afirmar ser um carro ficando em uma garagem.

Estamos vivendo nos últimos dias da igreja e creio que o joio exceda grandemente o trigo. Muitos, se não todos, dos mais respeitados e renomados pregadores e evangelistas atuais estão flertando com a Igreja Católica Romana e com seu programa ecumênico mundial. A enganação demoníaca cresce a cada dia. Meu trabalho é dizer a verdade, não importando se isso o deixa contente ou não. Esse conceito de separação é um assunto importante e somente arranhei a superfície, por assim dizer. É de vital importância que o povo de Deus saiba e compreenda os princípios e preceitos da Sua Palavra, de modo que iremos, com a ajuda de Deus, continuar batendo nessas "vacas sagradas" para ajudá-lo a amadurecer na fé.

Finalmente, há um assunto de separação que ainda causa furor em alguns círculos. Isso tem a ver com a questão se a Bíblia ensina ou não a separação dos crentes genuínos. É uma questão emocional para alguns, mas precisamos determinar primeiro e antes de tudo se tem base nas Escrituras — e, em caso afirmativo, o que precisamos fazer para conformar nossas vidas com esse ensino. Novamente, quero lembrá-lo da terrível visão que Deus tem do pecado. Ele odeia o pecado com todo Seu ser e para nos redimir das garras do pecado deu Seu Filho unigênito. Não existe "pecado pequeno" — um conceito de origem humana no qual temos tendência para acreditar. Deus quer que fiquemos longe do pecado, de todas as formas de pecado, e qualquer ensino que enfatize esse princípio precisa ser considerado, gostemos dele ou não. Este é o caso que está diante de nós. Há um tempo em que devemos nos distanciar de outros crentes? Francamente, a maioria dos pregadores conservadores e fundamentalistas provavelmente vai gritar: "Nunca!" Creio que eles estão enganados e espero poder mostrar por que estão enganados. A unidade entre os irmãos é algo que precisa ser preservada, se possível — mas existem momentos em que as atitudes pecaminosas por parte de alguns indivíduos requer ação rápida e decisiva do corpo de Cristo.

Em 1 Coríntios 5, temos uma situação em que um dos irmãos estava vivendo em clara imoralidade com sua madrasta. Aparentemente, o homem era rico e influente na comunidade e, por causa do seu nível social, a igreja "estava vendo o outro lado". Quando Paulo soube do assunto, escreveu a epístola para instruí-los a corrigir o problema. No verso 13, ele ordena que o homem seja excluído da igreja. "Mas pastor Ron, isso não é ser excessivamente severo?" Algumas vezes, medidas drásticas são necessárias para corrigir aquilo que é visto como de pequena importância. A imoralidade entre os irmãos na igreja não pode ser tolerada. Ponto final! Quando uma pessoa é tratada da forma como o próprio Senhor especificou em Mateus 18:15-17, e não ouve ao ensino e as admoestações da igreja, precisa então ser excluída da comunhão. Observe que o verso 17 diz: "... se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano."

Os três passos para lidar com o pecado evidente são: (1) admoestação em particular — de irmão para irmão; (2) admoestação testemunhada por mais um ou dois irmãos; e (3) admoestação pela igreja toda reunida. Se a pessoa não ouvir a admoestação da igreja, então deverá ser desligada do rol de membros e tratada como fosse um incrédulo (alguém ainda perdido em seus pecados). Espera-se que esse passo drástico nunca precise ser dado, mas se for necessário, precisamos orar para que o indivíduo (se verdadeiramente salvo) fique envergonhado, arrependa-se e busque o perdão e reconciliação com a igreja. Graças a Deus, o homem em Corinto veio a se arrepender e foi reconduzido à comunhão com a igreja.

Para enfatizar o ponto que a separação é necessária nesse tipo de situação, veja novamente 1 Coríntios 5:9 em diante:

"Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais."

Isso deve deixar claro que devemos evitar os irmãos professos sob certas condições. O "porquê" desse evitar é deixado claro em 2 Tessalonicenses. No capítulo 3, versos 6, 14 e 15 lemos:

(Verso 6): "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu."

(Versos 14 e 15): "Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão."

Aqueles que discordam desse ensino — insistindo que a unidade precisa ser mantida a todo o custo — fazem isso, creio, a despeito da clareza do texto. A maioria dos que têm essa posição insiste que o ensino (2 Tessalonicenses 3) é pertinente àquela situação somente. Em outras palavras, Paulo está admoestando algumas daquelas pessoas porque acreditavam que o arrebatamento ocorreria a qualquer momento e tinham abandonado seus empregos, vendido suas propriedades e estavam sentadas, ociosas, só aguardando! Elas se recusavam a fazer qualquer trabalho para se manter e tinham se tornado um peso para a igreja. Embora seja verdade que Paulo esteja falando sobre uma situação particular, seu ensino em 1 Coríntios deve deixar claro que o princípio é o mesmo. Os pecados específicos são totalmente diferentes, mas são pecados também! O senso comum diz que Deus odeia o pecado e está ordenando que nos separemos dele — mesmo se isso significar evitar alguns irmãos. Observe as razões para essa atitude — a separação — é que o irmão malfeitor possa se envergonhar. A idéia é tentar levá-lo ao arrependimento e fazê-lo voltar para o caminho certo. Se não formos cuidadosos, podemos concluir erroneamente que aquele que pratica a separação está exibindo uma atitude "sou mais santo do que você". Embora isso sempre seja uma possibilidade, simplesmente porque pode ser visto assim, não significa que devamos desconsiderar o ensino. Isso seria como jogar fora o bebê junto com a água da banheira!

O próximo passo lógico de separação é também muito controverso. E o irmão que se recusar a dar ouvidos a esse ensino e continuar a se associar com aqueles que deveriam ser evitados? Chamo sua atenção de volta ao verso 14 do nosso último texto: "Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe." Certamente devemos ver que a eficácia do ensino dependerá do grau em que for praticado. Caso alguém na igreja ignore a admoestação de Paulo, o efeito desejado de fazer o membro malfeitor sentir-se envergonhado é diminuído. Evitar aqueles que ignoram esse ensino — aqueles que continuam a se associar e ter comunhão com indivíduos que, por suas atitudes e ações, merecem ser postos para escanteio — é chamado de "separação em segundo grau". O argumento deles é: "Onde você traça a linha?" "Voltamos ao 'terceiro grau' e 'quarto grau', etc.?" Esse tipo de raciocínio é infantil, pois obscurece a questão recorrendo a extremos ridículos. Obviamente, sempre haverá um ponto de "retornos decrescentes" — além do que seria inútil continuar a separação. No entanto, para ser fiel ao intento original das instruções de Paulo, precisamos nos forçar a encarar o fato que os irmãos podem se desviar, e isso acontece. É papel do cristão maduro reconhecer a importância de manter a pureza no andar; uma separação de todo o pecado e obediência ao ensino bíblico.

Mencionei anteriormente um desejo de poder comunicar aos cristãos mais jovens as vastas mudanças na sociedade que ocorreram durante os últimos quarenta ou cinqüenta anos. Essas mudanças, com a degradação resultante dos valores espirituais, são de partir o coração.

Para tornar as coisas ainda piores, os valores daqueles tempos antigos já não eram nada de que se possa orgulhar! Santidade e piedade pessoal são termos praticamente extintos — remanescentes arcaicos de uma época que já passou. A história praticamente já deu uma volta completa no círculo e voltamos à condição descrita nos livros do Antigo Testamento, Deuteronômio 12:8 e Juízes 17:6 e 21:25: "Cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos." A Bíblia — a literal Palavra de Deus — é ignorada pela maioria daqueles para a qual foi dada como padrão absoluto de fé e de prática. Como resultado direto disso, a igreja perdeu a capacidade de ser o sal da terra e a sociedade está nos últimos estágios da podridão moral. O que podemos fazer? A não ser que o Senhor decida operar um milagre de não pouca magnitude, a situação não será corrigida. No entanto, como diz aquele antigo hino: "Brilha no meio do teu viver!" Não importa se o resto do mundo esteja determinado a seguir no caminho errado; cada um de nós deve fazer o melhor que puder para caminhar na luz da Palavra de Deus e buscar a santificação. Todos estaremos diante do Tribunal de Cristo, como indivíduos, para prestar contas pelas obras feitas no corpo. Nosso galardão eterno será determinado pela nossa obediência aos mandamentos do Senhor.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo, nas notícias do dia-a-dia.

Fale conosco direcionando sua mensagem a um dos membros da equipe de voluntários.
Se desejar visitar o site "The Cutting Edge", clique aqui: http://www.cuttingedge.org

Que Deus o abençoe.

Autor: Pr. Ron Riffe
Patrocinado por: V. H. P. — Rio Grande do Sul
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/p118.asp

Onde estão os verdadeiros apóstolos

ONDE ESTÃO OS VERDADEIROS APÓSTOLOS ?

“Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.” (1 Co. 4.9-13)

Onde estão os verdadeiros apóstolos? Aqueles que serviam a igreja de Deus, que sofriam por amor de Cristo. Todos querem ser apóstolos, todos querem o poder, o título! A cada dia mais apóstolos surgem na mídia, e muito bem sucedidos! Carros importados, casas em bairros classe alta, seguranças particulares, homens intocáveis, reis da mídia! Famosos!

Homens que se intitulam Apóstolos sem ter o mínimo de trabalho em sair pelo mundo a fora pregando a mensagem do evangelho. Se um paralelo fosse feito, entre os apóstolos de ontem e hoje, será que se encontraria diferenças?



Verdadeiros Apóstolos


Falsos Apóstolos

Último lugar


“Tatuagens espada pelo Senhor e pelo APÓSTOLO”

Frases como: “…amo este ministério,sou fiel ao apóstolo.”

Condenados à morte


Programas de televisão…

Programas de rádio…

Sites em internet…

…E continuam pregando mentiras

Espetáculo ao mundo (vergonha)


Espetáculo ao mundo (sucesso)

1,4 ponto de Ibope (máximo)

0,8 ponto contra 0,6 ponto (“Primeiro Jornal” da Band)

Loucos por causa de Cristo


Loucos por causa do Dinheiro

Fracos


Possuem ótimos advogados

Desprezíveis


Milionários

Fome


Fartura

Sede


Fonte de “águas” para lavar dinheiro

Nudez


Roupas caras e muitas jóias

Esbofeteados


Segurança particular

Não temos morada certa


Casas caríssimas

Fazendas, sítios, casas na praia

Mansões no exterior

Afadigamos trabalhando com nossas próprias mãos


Não se cansam de enriquecer à custa dos outros

Quando injuriados, bendizemos


Quando injuriados, revidam

Quando perseguidos, suportamos


Quando perseguidos, pedem oferta

Quando caluniados, procuramos conciliação


Quando caluniados, fogem

Considerados lixo do mundo


Considerados “homens prósperos”

Escória de todos


Os intocáveis

Por último é fato que os verdadeiros apóstolos foram homens que rodearam o mundo pregando a Cristo. Os de hoje? Alguns são apenas homens que permanecem em suas mega-igrejas pregando falsa prosperidade, atos proféticos, revelações absurdas e vendendo milagres.

Ainda existem apóstolos hoje? Sim, mas eles não são conhecidos. Encontre alguns deles nestes links:

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www.portasabertas.org.br
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www.jmm.org.br
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www.ombrasil.org
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www.missoesmundiais.org.br
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www.apmt.org.br

Os discipulos foram chamados apóstolos, porque foram enviados pelo Senhor Jesus Cristo de toda Jerusalém, Judéia e Samaria até os confins da terra. Ser apóstolo não é carregar um título, ser apóstolo é comprometer-se com o IDE, é servir a igreja de Deus ensinando o povo de Deus e não pervertê-lo subjugando-o a doutrinas mentirosas. ANÁTEMA sejam todos os que pregam além do Cristo e este ressucitado (Gl. 1.6-8).



Leonardo M. Felicissimo

Igrejas ao gosto do freguês

IGREJA AO GOSTO DO FREGUÊS

O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing. Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de "desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não freqüentam quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo. Os que desenvolvem esse método garantem o crescimento das igrejas que seguirem cuidadosamente suas diretrizes aprovadas. Praticamente falando, dá certo!

Duas igrejas são consideradas modelos desse movimento: Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren. Sua influência é inacreditável. Willow Creek formou sua própria associação de igrejas, com 9.500 igrejas-membros. Em 2003, 100.000 líderes de igrejas assistiram no mínimo a uma conferência para líderes realizada por Willow Creek. Acima de 250.000 pastores e líderes de mais de 125 países participaram do seminário de Rick Warren ("Uma Igreja com Propósitos"). Mais de 60 mil pastores recebem seu boletim semanal.

Visitamos Willow Creek há algum tempo. Pareceu-nos que essa igreja não poupa despesas em sua missão de atrair as massas. Depois de passar por cisnes deslizando sobre um lago cristalino, vê-se o que poderia ser confundido com a sede de uma corporação ou um shopping center de alto padrão. Ao lado do templo existe uma grande livraria e uma enorme área de alimentação completa, que oferece cinco cardápios diferentes. Uma tela panorâmica permite aos que não conseguiram lugar no santuário ou que estão na praça de alimentação assistirem aos cultos. O templo é espaçoso e moderno, equipado com três grandes telões e os mais modernos sistemas de som e iluminação para a apresentação de peças de teatro e musicais.

Sem dúvida, Willow Creek é imponente, mas não é a única megaigreja que tem como alvo alcançar os perdidos através dos mais variados métodos. Megaigrejas através dos EUA adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Pelo menos é o que dizem. Ainda que algumas igrejas estejam lotadas, sua freqüência não é o único elemento que avaliamos ao analisar essa última moda de "fazer igreja".

O alvo declarado dessas igrejas é alcançar os perdidos, o que é bíblico e digno de louvor. Mas o mesmo não pode ser dito quanto aos métodos usados para alcançar esse alvo. Vamos começar pelo marketing como uma tática para alcançar os perdidos. Fundamentalmente, marketing traça o perfil dos consumidores, descobre suas necessidades e projeta o produto (ou imagem a ser vendida) de tal forma que venha ao encontro dos desejos do consumidor. O resultado esperado é que o consumidor compre o produto. George Barna, a quem a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) chama de "o guru do crescimento da igreja", diz que tais métodos são essenciais para a igreja de nossa sociedade consumista. Líderes evangélicos do movimento de crescimento da igreja reforçam a idéia de que o método de marketing pode ser aplicado – e eles o têm aplicado – sem comprometer o Evangelho. Será?

Em primeiro lugar o Evangelho, e mais significativamente a pessoa de Jesus Cristo, não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos. Não podem ser modificados ou adaptados para satisfazer as necessidades de nossa sociedade consumista. Qualquer tentativa nessa direção compromete de algum modo a verdade sobre quem é Cristo e do que Ele fez por nós. Por exemplo, se os perdidos são considerados consumidores, e um mandamento básico de marketing diz que o freguês sempre tem razão, então qualquer coisa que ofenda os perdidos deve ser deixada de lado, modificada ou apresentada como sem importância. A Escritura nos diz claramente que a mensagem da cruz é "loucura para os que se perdem" e que Cristo é uma "pedra de tropeço e rocha de ofensa" (1 Co 1.18 e 1 Pe 2.8).

Megaigrejas adicionam salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds.

Algumas igrejas voltadas ao consumidor procuram evitar esse aspecto negativo do Evangelho de Cristo enfatizando os benefícios temporais de ser cristão e colocando a pessoa do consumidor como seu principal ponto de interesse. Mesmo que essa abordagem apele para a nossa geração acostumada à gratificação imediata, ela não é o Evangelho verdadeiro nem o alvo de vida do crente em Cristo.

Em segundo lugar, se você quiser atrair os perdidos oferecendo o que possa interessá-los, na maior parte do tempo estará apelando para seu lado carnal. Querendo ou não, esse parece ser o modus operandi dessas igrejas. Elas copiam o que é popular em nossa cultura – músicas das paradas de sucesso, produções teatrais, apresentações estimulantes de multimídia e mensagens positivas que não ultrapassam os trinta minutos. Essas mensagens freqüentemente são tópicas, terapêuticas, com ênfase na realização pessoal, salientando o que o Senhor pode oferecer, o que a pessoa necessita – e ajudando-a na solução de seus problemas.

Essas questões podem não importar a um número cada vez maior de pastores evangélicos, mas, ironicamente, estão se tornando evidentes para alguns observadores seculares. Em seu livro The Little Church Went to Market (A Igrejinha foi ao Mercado), o pastor Gary Gilley observa que o periódico de marketing American Demographics reconhece que as pessoas estão:

...procurando espiritualidade, não a religião. Por trás dessa mudança está a procura por uma fé experimental, uma religião do coração, não da cabeça. É uma expressão de religiosidade que não dá valor à doutrina, ao dogma, e faz experiências diretamente com a divindade, seja esta chamada "Espírito Santo" ou "Consciência Cósmica" ou o "Verdadeiro Eu". É pragmática e individual, mais centrada em redução de stress do que em salvação, mais terapêutica do que teológica. Fala sobre sentir-se bem, não sobre ser bom. É centrada no corpo e na alma e não no espírito. Alguns gurus do marketing começaram a chamar esse movimento de "indústria da experiência" (pp. 20-21).

Existe outro item que muitos pastores parecem estar deixando de considerar em seu entusiasmo de promover o crescimento da igreja atraindo os não-salvos. Mesmo que os números pareçam falar mais alto nessas "igrejas ao gosto do freguês" (um número surpreendente de igrejas nos EUA (841) alcançaram a categoria de megaigreja, com 2.000 a 25.000 pessoas presentes nos finais de semana), poucos perceberam que o aumento no número de membros não se deve a um grande número de "desigrejados" juntando-se à igreja.

Durante os últimos 70 anos, a percentagem da população dos EUA que vai à igreja tem sido relativamente constante (mais ou menos 43%). Houve um crescimento, chegando a 49% em 1991 (no tempo do surgimento dessa nova modalidade de igreja), mas tal crescimento diminuiu gradualmente, retornando a 42% em 2002 (www.barna.org). De onde, então, essas megaigrejas, que têm se esforçado para acomodar pessoas que nunca se interessaram pelo Evangelho, conseguem seus membros? Na maior parte, de igrejas menores que não estão interessadas ou não têm condições financeiras de propiciar tais atrações mundanas. O que dizer das multidões de "desigrejados" que supostamente se chegaram a essas igrejas? Essas pessoas constituem uma parcela muito pequena das congregações. G.A. Pritchard estudou Willow Creek por um ano e escreveu um livro intitulado Willow Creek Seeker Services (Baker Book House, 1996). Nesse livro ele estima que os "desigrejados", que seriam o público-alvo, constituem somente 10 ou 15% dos 16.000 membros que freqüentam os cultos de Willow Creek.

O Evangelho e a pessoa de Jesus Cristo não cabem em nenhuma estratégia de mercado. Não são produtos a serem vendidos.

Se essa percentagem é típica entre igrejas "ao gosto do freguês", o que provavelmente é o caso, então a situação é bastante perturbadora. Milhares de igrejas nos EUA e em outros países se reestruturaram completamente, transformando-se em centros de atração para "desigrejados". Isso, aliás, não é bíblico. A igreja é para a maturidade e crescimento dos santos, que saem pelo mundo para alcançar os perdidos. Contudo, essas igrejas voltaram-se para o entretenimento e a conveniência na tentativa de atrair "João e Maria", fazendo-os sentirem-se confortáveis no ambiente da igreja. Para que eles continuem freqüentando a "igreja ao gosto do freguês", evita-se o ensino profundo das Escrituras em favor de mensagens positivas, destinadas a fazer as pessoas sentirem-se bem consigo mesmas. À medida que "João e Maria" continuarem freqüentando a igreja, irão assimilar apenas uma vaga alusão ao ensino bíblico que poderá trazer convicção de pecado e verdadeiro arrependimento. O que é ainda pior, os novos membros recebem uma visão psicologizada de si mesmos que deprecia essas verdades. Contudo, por pior que seja a situação, o problema não termina por aí.

A maior parte dos que freqüentam as "igrejas ao gosto do freguês" professam ser cristãos. No entanto, eles foram atraídos a essas igrejas pelas mesmas coisas que atraíram os não-crentes, e continuam sendo alimentados pela mesma dieta biblicamente anêmica, inicialmente elaborada para não-cristãos. Na melhor das hipóteses, eles recebem leite aguado; na pior das hipóteses, "alimento" contaminado com "falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam" (2 Tm 6.20). Certamente uma igreja pode crescer numericamente seguindo esses moldes, mas não espiritualmente.

Além do mais, não há oportunidades para os crentes crescerem na fé e tornarem-se maduros em tal ambiente. Tentando defender a "igreja ao gosto do freguês", alguns têm argumentado que os cultos durante a semana são separados para discipulado e para o estudo profundo das Escrituras. Se esse é o caso, trata-se de uma rara exceção e não da regra!

Como já notamos, a maioria dessas igrejas, no uso do seu tempo, energia e finanças tem como alvo acomodar os "desigrejados". Conseqüentemente, semana após semana, o total da congregação recebe uma mensagem diluída e requentada. Então, na quarta-feira, quando a congregação usualmente se reduz a um quarto ou a um terço do tamanho normal, será que esse pequeno grupo recebe alimentação sólida da Palavra de Deus, ensino expositivo e uma ênfase na sã doutrina? Dificilmente. Nunca encontramos uma "igreja ao gosto do freguês" onde isso acontecesse. As "refeições espirituais" oferecidas nos cultos durante a semana geralmente são reuniões de grupos e aulas visando o discernimento dos dons espirituais, ou o estudo de um "best-seller" psico-cristão, ao invés do estudo da Bíblia.

Talvez o aspecto mais negativo dessas igrejas seja sua tentativa de impressionar os "desigrejados" ao mencionar especialistas considerados autoridades em resolver todos os problemas mentais, emocionais e comportamentais das pessoas: psicólogos e psicanalistas. Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão. Seus milhares de conceitos e centenas de metodologias não-comprovados são contraditórios e não científicos, totalmente não-bíblicos, como já documentamos em nossos livros e artigos anteriores. Pritchard observa:

...em Willow Creek, Hybels não somente ensina princípios psicológicos, mas freqüentemente usa esses mesmos princípios como guias interpretativos para sua exegese das Escrituras – o rei Davi teve uma crise de identidade, o apóstolo Paulo encorajou Timóteo a fazer análise e Pedro teve problemas em estabelecer seus limites. O ponto crítico é que princípios psicológicos são constantemente adicionados ao ensino de Hybels" (p. 156).

Durante minha visita a Willow Creek, o pastor Hybels trouxe uma mensagem que começou com as Escrituras e se referia aos problemas que surgem quando as pessoas mentem. Contudo, ele se apoiou no psiquiatra M. Scott Peck, o autor de The Road Less Travelled (Simon & Schuster, 1978) quanto às conseqüências desastrosas da mentira. Nesse livro, M. Scott Peck declara (pp. 269-70): "Deus quer que nos tornemos como Ele mesmo (ou Ela mesma)"!

Nada na história da Igreja tem diminuído tanto a verdade da suficiência da Palavra de Deus no tocante a "todas as coisas que conduzem à vida e à piedade" (2 Pe 1.3) como a introdução da pseudociência da psicoterapia no meio cristão.

A Saddleback Community Church está igualmente envolvida com a psicoterapia. Apesar de se dizer cristocêntrica e não centrada na psicologia, essa igreja tem um dos maiores números de centros dos Alcoólicos Anônimos e patrocina mais de uma dúzia de grupos de ajuda como "Filhos Adultos Co-Dependentes de Viciados em Drogas", "Mulheres Co-Viciadas Casadas com Homens Compulsivos Sexuais ou com Desordens de Alimentação" e daí por diante. Cada grupo é normalmente liderado por alguém "em recuperação" e os autores dos livros usados incluem psicólogos e psiquiatras (www.celebraterecovery.com). Apesar de negar o uso de psicologia popular, muito dela permeia o trabalho de Rick Warren, incluindo seu best-seller The Purpose Driven Life (A Vida Com Propósito), que já rendeu sete milhões de dólares. Em sua maior parte, o livro fala de satisfação pessoal, promove a celebração da recuperação e está cheio de psicoreferências tais como "Sansão era dependente".

A mensagem principal vinda das igrejas psicologicamente motivadas de Willow Creek e Saddleback é a de que a Palavra de Deus e o poder do Espírito Santo são insuficientes para livrar uma pessoa de um pecado habitual e para transformá-la em alguém cuja vida seja cheia de fruto e agradável a Deus. Entretanto, o que essas igrejas dizem e fazem tem sido exportado para centenas de milhares de igrejas ao redor do mundo.

Grande parte da igreja evangélica desenvolveu uma mentalidade de viagem de recreio em um cruzeiro cheio de atrações, mas isso vai resultar num "Titanic espiritual". Os pastores de "igrejas ao gosto do freguês" (e aqueles que estão desejando viajar ao lado deles) precisam cair de joelhos e ler as palavras de Jesus aos membros da igreja de Laodicéia (Ap 3.14-21). Eles eram "ricos e abastados" e, no entanto, deixaram de reconhecer que aos olhos de Deus eram "infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus". Jesus, fora da porta dessas igrejas, onde O colocaram desapercebidamente, oferece Seu conselho, a verdade da Sua Palavra, o único meio que pode fazer com que suas vidas sejam vividas conforme Sua vontade. Não pode existir nada melhor aqui na terra e na Eternidade! (TBC - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2005.

Igrejas deste século

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
A igreja que alguns dos evangélicos desejam.
Por Renato Vargens
Estou convencido que alguns dos evangélicos almejam um tipo de Igreja que se molde aos seus desejos, vontade e missão. Para estes o ideal é a proliferação de comunidades evangélicas que os atendam nos seguintes tópicos:

1) Igrejas grandes e cheias onde a presença ou ausência do crente não seja percebida.
2) Igrejas que não possuem nenhuma estrutura de discipulado.
3) Igrejas onde não se fala em pecado, mas, em poder, vitória e prosperidade.
4) Igrejas cuja pregação da Palavra não é priorizada.
5) Igrejas cujo conteúdo do louvor seja ensimesmado e antropocêntrico.
6) Igrejas místicas cuja práxis doutrinária seja fundamentada em revelações e impressões pessoais.
7) Igrejas cujos ensinamentos bíblicos sejam politicamente corretos e que jamais afrontem a sociedade.
8) Igrejas que promovam em suas atividade cúlticas entretenimento, lazer e descontração.
9) Igrejas que não promovam nenhum tipo de cobrança comportamental, social ou espiritual na vida do crente.
10) Igrejas desprovidas de relacionamentos pessoais, profundos e substanciais.
11) Igrejas cujo pastor funciona como um bom animador de auditório.
12) Igrejas cujo pastor é tratado com um funcionário que deve está apto, para orar, socorrer, além de servir de mestre de cerimônias, mesmo que isso prejudique sua família.

Dias difíceis os nossos! Que Deus tenha misericórdia da sua grei!

Aviva Senhor o seu povo.

Renato Vargens
Postado por Renato Vargens às 08:33:00

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Escola Dominical

Davi e a Restauração do Culto a Jeová - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 6 de Dezembro de 2009 as 02:51:49 PM Comente

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA - NITERÓI - RJ

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

LIÇÃO 11 - DIA 13/12/2009

TÍTULO: “DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ”

TEXTO ÁUREO - I Cr 16:5

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 16:7-14

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e.mail: geluew@yahoo.com.br

I - INTRODUÇÃO:

* Quem se assenta num banco de Igreja aparenta ser um adorador. Mas, muitas vezes não o é! Quantas refeições têm sido planejadas na hora solene do culto!? Quantos negócios têm sido planejados, rascunhados e contratos fechados nas mentes daqueles que lotam os bancos da casa do Senhor, aparentando serem adoradores!? Tenhamos cuidado, pois A ADORAÇÃO A DEUS É UMA ORDEM!: I Cr 16:29; Sl 95:6; 99:5

II - DEFINIÇÃO DE ADORAÇÃO:

- Há duas palavras no A. T. significando ADORAÇÃO:

- (A) - Uma delas, em certos lugares, tem o sentido de “FAZER REVERÊNCIA”, “INCLINAR-SE”. Daí, ADORAÇÃO significa “RESPEITO E HONRA PRESTADOS A UMA PESSOA DE DISTINÇÃO” (Dn 2:46, 3:5).

- (B) - A outra, usa-se a respeito do culto ao Senhor, bem como a culto prestado a outros deuses ou objetos de reverência. Neste sentido, ADORAÇÃO significa “CULTO OU VENERAÇÃO QUE SE PRESTA À DIVINDADE OU OBJETOS DE REVERÊNCIA” (Gn 24:26; Ex 34:14; Dt 4:19; Is 44:15, 17, 19; 46:5-7).

- No N. T. a palavra ADORAÇÃO significa, na sua origem, “BEIJAR A MÃO DE ALGUÉM, COMO SINAL DE CONSIDERAÇÃO, FAZENDO-SE UMA INCLINAÇÃO RESPEITOSA”. Por exemplo, temos as seguintes passagens bíblicas: ADORAÇÃO A DEUS (Mt 4:8-10); REVERÊNCIA PARA COM JESUS CRISTO (Lc 8:26-28); e CULTO IDÓLATRA (At 7:42-43 cf Apc 9:20; 14:9-10; 22:8-9)

- Com estes dois significados, temos o conceito essencial de ADORAÇÃO: “SERVIÇO ou TRABALHO EFETUADO PELOS ESCRAVOS OU EMPREGADOS”. A fim de prestar adoração a Deus, os Seus servos devem prostrar-se, em sinal de temor reverente, admiração, respeito e honra, que são atitudes próprias de um verdadeiro adorador.

III - O LUGAR DO CULTO:

* De início, o culto se fazia em todo lugar onde fosse levantado um altar ao Senhor. Mais tarde, o culto ficou restrito ao lugar determinado por Deus:

• (1) - O TABERNÁCULO - Entre os israelitas, o Tabernáculo funcionava como um santuário portátil, onde se realizava o culto público, durante a peregrinação no deserto, até o reinado de Salomão; representava o templo de Deus e o lugar de Sua habitação - Ex 35:11-19; 40:34 cf Hb 8:2; 9:11.

• (2) - O PRIMEIRO TEMPLO - O próprio Deus mandou que fosse construído para o Seu encontro com o povo (I Cr 17:4-12); no entanto, somente no reinado de Salomão foi que Deus permitiu a construção (I Cr 21:28-30 cf I Cr 22:1); a planta geral era idêntica a do Tabernáculo, mas as medidas eram em dobro e as ornamentações mais ricas (II Cr 3; 4). Este templo foi dedicado por Salomão para o culto a Deus (I Rs 8:12-66); sofreu vários estragos e foi reduzido a cinzas pelos babilônios (II Rs 25:9-17);

* (3) - O SEGUNDO TEMPLO - foi reconstruído no tempo de Zorobabel, sendo completado e dedicado a Deus no ano 516 a. C., permanecendo durante 500 anos. (Ed 6:3, 12, 15-18). Nesta época, a Arca do Concerto desapareceu e o Santo dos Santos estava vazio de tudo que era visível; estava ocupado somente pela presença do Deus invisível. Porém, o culto foi restabelecido.

• (4) - O TERCEIRO TEMPLO - Foi construído por Herodes, o Grande, no ano 67 a. C. com a finalidade de tão-somente agradar os seus súditos e ganhar popularidade. Este templo foi destruído no ano 70 de nossa era pelos exércitos do general Tito; seus tesouros foram levados triunfalmente para Roma. No seu lugar atualmente, está edificada a célebre Mesquita de Omar, sobre a rocha sagrada do Monte Moriá. Em Ezequiel, capítulos 40 a 48, está registrada a visão do novo templo do Senhor que será construído para a restauração da glória de Deus no meio do Seu povo.

IV - AS DIVERSAS PARTES DO CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO:

* O desejo de Deus é que o Seu povo seja santo e mantenha comunhão com Ele, que é um Deus Santo. Deste modo, era necessário que o povo realizasse certas cerimônias que implicavam em purificação, consagração e separação, tendo como objetivo a Santidade. Portanto, o culto na Antiga Aliança consistia de OFERTAS e FESTAS SAGRADAS. Vejamos:

• (1) - CHAMAMENTO - O povo era chamado a comparecer perante um Deus Santo (Ex 35:1);

• (2) - CONVITE À SANTIFICAÇÃO - O povo era convidado a se santificar pelo oferecimento de ofertas, quais sejam: ofertas queimadas (holocausto); oferta de manjares; ofertas de paz ou de graça; ofertas pelos pecados e ofertas pelas ofensas e transgressões. (Lv 1; 2; 3; 4; 5:1-6; 7)

• (3) - SANTIFICAÇÃO E CONSAGRAÇÃO - O povo era convidado a tomar uma atitude de santificação e consagração através das “santas convocações” ou festas sagradas, que eram as seguintes: Sábado Semanal (Lv 23:3; 25:3-7); Pães Asmos ou Festa dos Tabernáculos (Lv 23:4-8); Pentecostes (Lv 23:15-25) e Comemoração do Ano do Jubileu (Lv 25:8-18)

* Logo, por meio de todo esse ritualismo podemos vislumbrar os propósitos do culto:
* (A) - Visão da santidade de Deus;
* (B) - Visão do pecado do homem e da sua necessidade de perdão;
* (C) - Sentimento de gratidão diante de um Deus gracioso e misericordioso;
* (D) - A visão da mensagem de Deus;
* (E) - Dedicação ao Deus soberano.
* Foram exatamente as mesmas experiências registradas no encontro de Isaías com Deus no templo e de Pedro e os outros discípulos com o Senhor Jesus - Is 6:1-8 cf Lc 5:1-11.

V - O CULTO NO NOVO TESTAMENTO:

* Leiamos I Cor 14:26; Ef 5:18-21; Cl 3:16-17

• SALMOS - Hinos do Antigo Testamento cantados ao som de instrumento de cordas, como a harpa.

• DOUTRINAS - Exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia, visando o aperfeiçoamento espiritual do crente.

• REVELAÇÃO - Manifestação sobrenatural de uma verdade que se achava oculta.

• LÍNGUAS - Capacidade de se falar de maneira sobrenatural concedida pelo Espírito Santo, visando a consolação, exortação e edificação dos santos.

• INTERPRETAÇÃO - Exposição, explicação e esclarecimento de um determinado texto das Sagradas Escrituras.

• DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS - Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, cujo principal objetivo é transformar as línguas estranhas numa mensagem de edificação, exortação ou consolação à Igreja.

• HINOS - Cânticos de louvor a Deus.

• CÂNTICOS ESPIRITUAIS - Hinos cantados em línguas estranhas que, quando interpretados, continham palavras de exortação. A partir da interpretação, a Igreja Primitiva usava-os nos cultos.

VI - OS PRINCIPAIS ELEMENTOS DO CULTO NO N.T.:

- Estes elementos são os meios usados pelo adorador para expressar o culto ao Senhor.

1) A BÍBLIA SAGRADA - Ela é a Palavra de Deus. Ela é o elemento mais importante do culto cristão, pois TODOS OS ATOS DE ADORAÇÃO DEVEM ESTAR BASEADOS NA PALAVRA DE DEUS. As verdades bíblicas devem modelar o ato de culto, bem como as idéias e o comportamento do adorador (I Sm 15:22-23; Mt 15:9). A bíblia aparece no culto sob diversas formas. As principais são:

A) A LEITURA (INDIVIDUAL, CONJUNTA ou ALTERNADA) - I Tm 4:13; I Ts 5:27; Apc 1:3

B) A PREGAÇÃO - Lc 4:16-30

C) O CÂNTICO (CONGREGACIONAL, CORAL, CONJUNTOS, SOLOS) - Cl 3:16

D) AS SAUDAÇÕES - II Cor 1:-6; e

E) AS BÊNÇÃOS PASTORAIS - II Cor 13:13

2) A ORAÇÃO - Orar é cumprir uma ordem do Senhor (Lc 18:1; I Ts 5:17). A oração é indispensável ao cristão, que deve praticá-la individualmente e coletivamente (Mt 6:5-8; At 12:12 cf Rm 8:15; Gl 4:6). A Bíblia ensina que a oração faz parte do culto particular e público.

3) A MÚSICA - Também se destaca como um elemento indispensável ao culto. A Igreja sempre usou hinos e cânticos na expressão do seu culto (Rm 15:9; I Cr 14:15; Ef 5:19; Cl 3:16; Tg 5:13; Apc 5:9; 14:3; Mt 26:30)

4) OS SACRAMENTOS - Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus, para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e, solenemente, obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a Sua palavra. HÁ SOMENTE DOIS SACRAMENTOS INSTITUÍDOS POR JESUS:

A) O BATISMO - Mt 28:19; e

B) A SANTA CEIA - Mt 26:26-30.

5) OFERTAS e DÍZIMOS - Os atos de ofertar e dizimar fazem parte do culto; são partes de nossa devoção a Deus, de nosso compromisso com a pregação do Evangelho; integram e são inseparáveis da nossa adoração; ofertar sempre foi um elemento integrante da adoração a Deus e uma expressão de fidelidade (Dt 12:4-7; Ml 3:10; Mc 12:41-44; II Cr 8:12-18; Hb 13:16).

VII - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

* O fim principal do homem é glorificar a Deus e fazer o que Ele manda. Este é também o propósito da Igreja no culto que oferece ao Senhor. Esse propósito se constitui do seguinte:
* (1) - Louvar a Deus - Sl 84:4;
* (2) - Edificar a Igreja pela Palavra e pela oração - Sl 84:1-12; I Cor 14:4-26;
* (3) - Fazer discípulos por meio da proclamação da Palavra e pelo ensinamento das doutrinas do Senhor - Mt 28:19-20;
* (4) - Expressar a unidade do povo de Deus - At 2:13-14, 46

FONTE DE CONSULTA:

* Revista Educação Cristã - Vol. IX - SOCEP - Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda
* Idem - volume I

Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

NATAL, Festa Pagã?

NATAL: PAPAI NOEL É O SÂO NICOLAU


O Bispo Nicolau de Mitra viveu no século 4. Há 150 anos surgiu a inspiração para a criação do Papai Noel pelo desenhista americano Thomas Nast. Observe na figura que de dentro de São Nicolau existe o diabo escondido.

1 Timóteo 1:4 nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.

1 Timóteo 4:7 Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.

2 Timóteo 4:4 e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

Tito 1:14 não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade.

2 Pedro 1:16 Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade,

Os autores da Nova Era afirmam repetidamente que o chefe supremo do Logos Planetário - o principal líder deles - chama-se Sanat Kumara. O espírito-guia da autora de Nova Era Alice Bailey, Mestre Djwhal Khul., define Sanat Kumara como "a vida e a inteligência reveladora que está no nosso planeta." The Externalization of the Hierarchy (A Exteriorização da Hierarquia), Alice A. Bailey, pg 676]. Mais tarde, Sanat Kumara é identificado por outro título, O Senhor do Mundo pg 735. Logicamente, esse é o sinônimo de um dos títulos bíblicos de Satanás. Em João 12:31, 14:30 e 16:11, Jesus chamou Satanás de "príncipe deste mundo". Assim, não pode haver dúvida que Sanat, o líder supremo, a quem os aderentes da Nova Era chamam de "Senhor do Mundo", não é ninguém menos que Satanás, chamado por Jesus de "príncipe deste mundo". Sanat é simplesmente uma transliteração do nome "Satan" [Satã]. Portanto, Sanat é Satanás. Não pode haver dúvida, especialmente quando você percebe que o Plano para produzir a Nova Ordem Mundial de Sanat é idêntico à descrição bíblica sobre como Satanás vai atuar no fim dos tempos

http://www.cpr.org.br/imagens/natal2.jpg



NATAL: festa cristã ou celebração pagã?
12/11/2007 - Tradicionalmente, o final do ano é um período em que as palavras paz e esperança tornam-se mais freqüentes.

O que a Comunidade Nova Aliança crê sobre o Natal é baseado em relatos bíblicos e em livros históricos que comprovam com evidências que a sua comemoração, como é feita no mundo, e até mesmo dentro da Igreja, não está dentro dos padrões estabelecidos por Deus.

O objetivo deste estudo é esclarecer os irmãos sobre a comemoração do Natal, principalmente em relação a dois pontos:

• A oficialização do dia 25 de dezembro como data do nascimento de Jesus Cristo

• Qual o posicionamento que devemos ter com nossos familiares e amigos quando somos convidados para participar de uma ceia de natal


Nossa intenção não é criar polêmica em torno do tema, mas mostrar alguns fatos que poderão levar o leitor a tomar decisões sábias, à luz da Palavra de Deus.

A DATA

"Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se." (Lucas 2.1)

Em primeiro lugar, não há nenhum registro nas escrituras que seja claro e específico sobre uma data exata em que Jesus tenha nascido. As indicações apontam apenas para um tempo aproximado.
O ponto de partida é em Lucas 1.5, que declara: "Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias (marido de Isabel e pai de João Batista), do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão, e se chamava Isabel". Ainda no capítulo 1, vemos que Isabel engravidou de João Batista logo após o exercício do turno de seu marido.
A Palavra nos mostra que o anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe fez a promessa do nascimento de Jesus, que foi concebido 6 meses após João Batista. A chave para encontrarmos uma data aproximada do nascimento de Jesus está em retornarmos ao Antigo Testamento e identificar quando foi estabelecido o turno de Abias.
I Crônicas 24.7 a 18, nos mostra que Davi havia estabelecido um total de 24 turnos de 15 dias cada, durante o período de um ano. O turno de Abias era o oitavo, como nos mostra o trecho entre os versículos 7 e 10: “Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malquias, a sexta a Miamim, sétima a Coz, a oitava a Abias.”

Mesmo após ministrar no Tabernáculo de Davi, os sacerdotes continuaram com sua tarefa no Templo de Salomão – obedecendo a mesma ordem - e até a destruição do Templo de Jerusalém por Herodes, em 70 A.C.

Na prática, significa que a divisão por turnos ainda era seguida nos dias do nascimento de Jesus. Portanto, para localizarmos a data do Natal em nosso calendário, devemos primeiro situá-la no calendário judaico a partir da ordem dos turnos dos sacerdotes até chegar ao oitavo, que era o de Abias.

A primeira indicação sobre o período de funcionamento dos turnos sacerdotais está em Êxodo 12. 1 e 2: “Disse o Senhor a Moisés e a Arão na Terra do Egito: este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano.”

Esse primeiro do mês do ano do calendário religioso judaico está expresso a partir da primeira Páscoa, em Levítico 23.5: “No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor.”

Sabemos que a Páscoa é uma festa móvel que, ano após ano, muda de data. Assim, comparando Levítico e Êxodo, é possível afirmar que o primeiro mês do calendário religioso judaico – quando começavam os turnos dos sacerdotes - coincide ao bimestre março e abril no nosso calendário.

Assim, ao final do turno de Abias, que seria em junho/julho, João Batista é gerado e, 6 meses depois, por volta de dezembro/janeiro, Jesus é gerado. Compare os períodos na tabela dos turnos.

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Se considerarmos a geração de Jesus nesse período e um ciclo normal de gravidez (9 meses), é possível concluir que Jesus nasceu entre setembro e outubro, exatamente quando era celebrada pelo povo judeu a Festa dos Tabernáculos.

Isso não é pura coincidência, pois em João 1.14 lemos: "E o VERBO (Jesus) se fez carne, e habitou (no grego: tabernaculou) entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai".
Outra comprovação de que a data de seu nascimento não poderia ser em 25 de dezembro nos é dada em Lucas 1:8: "Naquela mesma região, pastores que viviam nos campos guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite".
No hemisfério Norte, dezembro cai exatamente no inverno, que até hoje é bastante rigoroso. Os pastores não tinham o costume e até os dias atuais não têm, de ficar no campo expostos ao frio guardando as ovelhas. Para fugir das baixas temperaturas, colocavam as ovelhas em apriscos.

Em outra passagem de Lucas, capítulo 2, versículo 1, temos outra importante pista: "Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se".
Historicamente, os imperadores nunca convocaram o povo para um recenseamento no inverno, pois sabiam que muitas pessoas seriam impossibilitadas de viajar devido aos rigores do frio.

Creio que a igreja de Jesus precisa valorizar aquilo que Deus e Jesus valorizam em sua Palavra. É óbvio o fato de que nem o próprio Jesus e tampouco os discípulos da igreja primitiva comemoraram sequer uma única vez o seu aniversário.

Também não encontramos nenhuma referência bíblica sobre o estabelecimento de uma data na qual fosse lembrado o "aniversário de Jesus". Na verdade, a única celebração que o próprio Jesus ordenou a seus discípulos guardarem como memorial foi a "Comunhão", ou "Ceia do Senhor" (I Co 11.23-26).

ÁRVORE
Um dos maiores costumes do final de ano é enfeitar a árvore ou pinheiro de Natal. Mas, segundo enciclopédias, a árvore era separada como objeto de adoração por povos na Europa Central, principalmente na Escandinávia, região que compreende Suécia e Noruega.
Um dos deuses dessa região era Thor, que recebia sacrifícios humanos que lhe eram oferecidos sempre ao pé de uma árvore frondosa. Quando esses povos se tornaram cristãos, fizeram das árvores de folhas duras (pinheiros, ciprestes, etc.) um elemento constante em suas festividades, transportando para dentro da igreja um costume pagão.
Uma edição do jornal Folha de São Paulo, de dezembro de 1996, explica: "A primeira árvore de Natal foi mostrada em visão ao missionário inglês Winfrid, mais tarde chamado de São Bonifácio. Há 1200 anos, Winfrid viajava pela Alemanha, quando encontrou um grupo de druidas (feiticeiros dos povos gauleses) à sombra de um carvalho, preparando-se para sacrificar o jovem príncipe Asulf ao deus Thor, cuja árvore sagrada era o carvalho (um tipo de pinheiro).
Winfrid interrompeu o sacrifício e derrubou aquela árvore sanguinária. Imediatamente surgiu um pequeno pinheiro no mesmo lugar, e Winfrid disse que o mesmo seria a nova ‘árvore sagrada’, a árvore da vida, representando o próprio Cristo. Este seria o início do costume de decorar as árvores de Natal."
A Palavra de Deus nos confirma que as árvores eram usadas por povos pagãos como objetos de adoração. Isaías 44.14,17 diz: "Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo a escolha entre as árvores do bosque; planta um pinheiro e a chuva o faz crescer. ... Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: livra-me porque tu és meu deus".
A enciclopédia Barsa afirma que "a árvore de Natal é de origem germânica, datada do tempo de São Bonifácio (cerca de 800 D.C). Foi adotada para substituir os sacrifícios, que eram feitos com oferendas e orgias sexuais, ao carvalho sagrado do Odin, adotando-se uma árvore em homenagem ao Deus-Menino".
Ou seja, tomaram a árvore, que era o que havia de mais sagrado ao demônio Odin, e a transportaram para ser um símbolo do Natal daquele que é o verdadeiro Deus e Senhor.
Você pode enfeitá-la, ornamentá-la, tentando até identificar os ornamentos como
símbolos cristãos, porém saiba: no princípio de tudo, aquela árvore foi oferecida a Odin, que é uma figura do próprio Satanás.

PAPAI NOEL

“E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” 2. Timóteo 4.4

Outra reportagem do jornal Folha de São Paulo, também de dezembro de 1996, mostra que o Papai Noel de hoje originou-se de um personagem real, São Nicolau, que viveu no século IV. Era bispo de Mira, uma antiga cidade da atual Turquia. A lenda diz que à noite ele saía levando presentes aos necessitados. Depois de sua morte, sua fama espalhou-se pela Europa.
Durante toda a Idade Média, São Nicolau foi o "padroeiro dos escolares". Na Alemanha, ele é representado como um diabinho peludo, o "Petz Nichol" (Nicolau de peles).
No Brasil, a figura do Papai Noel surgiu por volta de 1920, mas popularizou-se depois de 1930. A origem entre o povo brasileiro não vem de uma tradição popular, mas foi um costume importado de outros lugares.
Não são poucas as crianças que acreditam piamente que os presentes que receberam, foram trazidos por um "homem muito bom" chamado Papai Noel e, mais tarde, descobrem que isso não passava de uma mentira.
Um outro fato impressionante é como homens sérios, cristãos devotos, que jamais teriam a coragem de vestir uma "fantasia de carnaval", não se acanhem em fantasiar-se de Papai Noel, alimentando a mentira de um velho mitológico que cada vez mais toma o lugar daquele que deveria ser o único dono da festa: Jesus Cristo.
Sua mitologia foi criada exatamente à semelhança de Jesus para que as pessoas pudessem aceitar o personagem sem maiores problemas. Confira a tabela comparativa abaixo, extraída da publicação “The Good Newsletter, de Former Catholics for Christ, out/nov/dez 1997.”

Jesus Cristo


Papai Noel

1.Tem os cabelos brancos como a lã (Apocalipse 1:14)


Tem os cabelos brancos como a lã

2. Tem barba (Isaías 50:6)


Tem barba

3. Veste um manto vermelho (Apocalipse 19:13)


Veste-se de vermelho

4. A hora da sua vinda é surpresa(Lucas 12:40; Marcos 13:33)


A hora da sua vinda é surpresa

5. Vem do norte, onde vive (Ezequiel 1:4; Salmos 48:2)


Vem do Pólo Norte, onde vive

6. Trabalhou como carpinteiro (Marcos 6:3)


Fabrica brinquedos de madeira

7. Vem como o ladrão de noite(Mateus 24:43-44)


Vem como o ladrão de noite; entra na casa como um ladrão

8. Onipotente - o Todo-poderoso(Apocalipse 19:6)


Onipotente - pode entregar todos os brinquedos no mundo inteiro em uma só noite

9. É onisciente - conhece todas as coisas (Hebreus 4:13; 1 João 3:20)


É onisciente - sabe se a criança foi boa ou má o ano todo

10. É onipresente (Salmos 139:7-10; Efésios 4:6; João 3:13)


É onipresente - vê quando a criança está acordada ou dormindo. Precisa estar em toda parte ao mesmo tempo para entregar os presentes em no mundo inteiro na mesma noite

11. Vive para todo o sempre (Apocalipse 1:8; 21:6)


Vive para sempre

12. Vive naqueles que o receberam (1 Coríntios 3:16; 2 Coríntios 6:16-17)


Vive no coração das crianças

13. Distribui dons (Efésios 4:8)


Distribui presentes

14. É a verdade absoluta (João 14:6) (Efésios 4:8)


Fábula absoluta (1 Timóteo 1:4; 4:7; 2 Timóteo 4:4)

15. Senta-se em um trono (Apocalipse 5:1; Hebreus 1:8)


Senta-se em um trono

16. Somos exortados a nos achegar ao seu trono de graça e a expor nossas necessidades a ele (Hebreus 4:16)


As crianças são convidadas a se aproximarem do seu trono e a pedir tudo o que quiserem

17. Um de seus mandamentos é que os filhos honrem aos pais


Diz às crianças para obedecerem aos pais

18. Convida as crianças a irem a ele (Marcos 10:14)


Convida as crianças a irem a ele

19. Julga (Romanos 14:10; Mateus 25:31-46)


Julga se a criança foi boa ou má

20. Pai da Eternidade (Isaías 9:6)


Papai Noel (Pai do Natal)

21. Menino Jesus (Mateus 1:23; Lucas 2:11-12)


Kris Kringle (significa Menino Cristo)

22. Digno de receber orações e adoração (Apocalipse 5:12-14; Hebreus 1:6)


As crianças adoram e rezam a São Nicolau

23. Senhor dos Exércitos (Malaquias 3:5; Isaías 8:13; Salmos 24:10)


Senhor de um exército de elfos (na tradição druídica, os elfos eram demônios ou espíritos das árvores)

24. Deus diz, "Eh! Eh! ... (Zacarias 2:6)


O Papai Noel diz "Ho, ho, ho..."

25. Príncipe da Paz, a Imagem de Deus (Isaías 9:6; Hebreus 1:3);


Símbolo da Paz Mundial, a imagem do período do Natal

O cenário montado em torno do Natal é outra situação fora da nossa realidade. Guirlandas, neve e frio, chaminés, e tantos outros objetos típicos não têm relação nenhuma com o Oriente Médio onde Jesus nasceu, mas com a Europa, lugar onde São Nicolau ganhou status de "santo". Chega a ser até ridículo ver brasileiros vestidos em roupas de inverno europeu, sob o intenso calor do verão tropical.

COMERCIALIZAÇÃO
“Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.” (Salmos 119:36).
O natal tornou-se uma ocasião em que a maioria das pessoas gasta muito, comendo e bebendo acima dos limites, e comprando o que não podem, por serem movidas por um sentimento quase de "obrigação" de dar um presente a alguém.
O consumismo exagerado dessa época entra em choque com o domínio próprio e com a singeleza recomendados nas escrituras. E é justamente o contrário que encontramos no mundo, pois o que se vê é gente se endividando pelo resto do ano para manter a fantasia do natal. Será que podemos afirmar que Deus está nisso?
Um fato interessante é o que está acontecendo até mesmo em países onde o cristianismo é abertamente perseguido. Em algumas destas nações, o Natal já está sendo comemorado como uma festa de fraternidade humana e de confraternização.
Apesar de serem países pagãos, em que há uma minoria de cristãos, no mês de dezembro as ruas se enchem de gente fazendo compras, colocando uma árvore de natal em suas casas e também exaltando a figura de Papai Noel.

NO TRABALHO
Também há muita dúvida entre os irmãos no que diz respeito a trabalho na época do natal. Se você é empregado, é responsabilidade sua cumprir as ordens de seu superior.
Se o seu chefe lhe pedir que decore uma árvore ou confeccione algum enfeite de natal para ornamentar a vitrine, obedeça. Se você é professor e dá aulas em uma escola que também comemora o natal com festas para os alunos, não se sinta condenado em participar de tais eventos. Afinal, como funcionário remunerado da instituição, é seu dever cumprir com as obrigações que lhe passam.
A situação é diferente, porém, no caso de autônomos ou empresários que aproveitam a época para faturar com produtos natalinos. Por que, conhecendo a verdade, você colaboraria para perpetuar uma comemoração que não tem base bíblica?

POSICIONAMENTO
Nessa época, mesmo tendo entendimento sobre as verdades aqui ensinadas, sempre surgem duvidas sinceras, já que o Natal ocorre no fim do ano, num tempo em que as famílias normalmente se reúnem num ambiente de alegria e confraternização.
Como, então, devemos nos posicionar de maneira a não ofender os nossos parentes? Como confraternizar com eles e, ao mesmo tempo, manter nossa cnsciência limpa perante os princípios da palavra de Deus?
É importante lembrar que tal celebração nunca fez parte do calendário da Igreja do primeiro século. Na verdade, o que a Igreja sempre celebrou e celebra até hoje é a morte de Jesus através da ceia - essa sim estabelecida pelo próprio Jesus como um memorial entre os cristãos.
Sabemos, porém, que estamos inseridos numa cultura festiva e que, muitas vezes, alguns posicionamentos nossos poderão nos afastar das pessoas que mais amamos.
Por exemplo: não podemos nos esquecer que em nossa cultura ocidental é muito comum promovermos festas nas celebrações de aniversário e que, em primeira instância, o dia de Natal é a celebração de um aniversário.
A chave é encontrar um meio de respeitarmos as práticas culturais sem, no entanto, abrir mão daquilo que cremos. Buscar o isolamento, achando que é a melhor saída para “não nos contaminar com costumes pagãos” é perder oportunidades para testemunhar das Boas Novas e do amor de Jesus.
Por causa disso precisamos buscar em Deus a medida de graça necessária para administrar cada situação com sabedoria.
Outro exemplo: podemos não acreditar em papai noel e nem colocar uma árvore de natal com todos os seus enfeites em nossa própria casa, mas isso não nos impede de estarmos com nossos familiares que praticam tais fantasias.
Mais um exemplo é a troca de presentes que sempre ocorre nessa data. Receba-os e, se você deseja dar presentes aos seus filhos ou a qualquer outra pessoa, faça-o como um ato de amor e num ambiente de confraternização de fim de ano.

Davi de Sousa, pastor da Comunidade Nova Aliança

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Confiar em Deus acima de tudo

CONFIAR NO SENHOR ACIMA DE TUDO

Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos? Se tão-somente numa terra de paz estás confiado, que farás na enchente do Jordão? Jr 12.5

Neste versículo o Senhor nos adverte que às vezes confiamos em Deus só quando tudo vai bem,ele faz a primeira pergunta dizendo :Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com cavalos?, ou seja,não está agüentando esta pequena provação ,como será quando Deus precisar prova-lo um pouco mais,você vai desistir?.

Amigo,Davi antes de matar o Golias ,teve que enfrentar um urso e um leão,ou seja provas menores para estar preparado para enfrentar as maiores que viriam.Ele venceu pois o Deus que dá vitória nas pequenas provações é o mesmo que dá vitórias nas grandes.

As vezes ouvimos dizer que Deus não prova além das forças mas isso não é verdade,veja o que diz em 2 Coríntios 1.8 :

- Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos..

Mais do que podíamos suportar,ou seja além das forças,para que confiássemos somente Nele,e não em nós mesmos,o que Ele não faz é TENTAR alem das forças - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel {é} Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 1 Coríntios 10.13

Assim sendo na segunda pergunta o Senhor nos diz que não devemos dizer que confia em Deus só nas horas boas,quando tudo dá certo,mas confiarmos em Deus ainda que tudo parece que vai desmoronar,acreditar quando ninguém mais acredita,este é o segredo de receber de Deus a vitória,e nesta hora difícil que mostramos em quem confiamos.

O SENHOR É BOM, UMA FORTALEZA NO DIA DA ANGÚSTIA, E CONHECE OS QUE CONFIAM NELE. NAUM 1.7

Pastor Jair Lopes